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 Brasil se mantém com 3º maior juro real mesmo com Selic a 7,5%

10 de maio de 2012 • 17h03 •  atualizado 18h20

Caso a taxa básica de juros (Selic) caia a 7,50% ao ano - percentual apontado como ideal para a meta estipulada pelo governo de juros reais de cerca de 2% ao ano - o Brasil continuaria tendo o terceiro maior juro real do mundo - atrás apenas de Rússia (4,2%) e China (2,9%), informou uma projeção realizada pela corretora Cruzeiro do Sul nesta quinta-feira. O levantamento foi feito considerando inflação projetada a 5,53% a.a., o que geraria um juro real ao ano de 1,90%.

O presidente do Banco Central, Guido Mantega, afirmara que a meta do governo de um juro real em torno de 2% é um sonho, já que com isso o brasileiro poderia comprar um crediário com juros mais baixos. Para se chegar a meta é necessário reduzir a Selic em torno de 7,5% e 7,75% - neste caso, ganho real estimado seria de 2,1% ao ano.

Porém, com a baixa na taxa básica de juros, rendimentos de renda fixa ficariam 'desinteressantes' em comparação com a poupança. Por isso, o governo viu a necessidade de alterar também o rendimento da caderneta sempre que a Selic ficar igual ou abaixo de 8,5% a.a.

Confira os rendimentos da poupança com as variáveis da Selic (a.a.)

Selic - Rendimentos
8,50% - 6,17%
8,00% - 5,60%
7,50% - 5,25%
7,00% - 4,90%
6,50% - 4,55%
6,00% - 4,20%
5,50% - 3,85%
5,00% - 3,50%
4,50% - 3,15%
4,00% - 2,80%
3,50% - 2,45%
3,00% - 2,10%
2,50% - 1,75%
2,00% - 1,40%



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