Cerca de R$ 100 bilhões aplicados em fundos de investimento conservadores vão render menos do que a poupança a partir do dia 30 de maio, dia da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), de acordo com informações do jornal
Folha de S.Paulo publicadas nesta segunda-feira. Na data, o Copom deve passar a taxa básica de juros (Selic) para 8,5% e, com isso, a caderneta renderá 5,95% (70% da taxa Selic) ao ano.
Conforme estudo do economista Rafael Paschoarelli, professor da Universidade de São Paulo (USP), publicado pelo jornal, 25,8% dos R$ 387 bilhões aplicados em fundos Depósito Interfinanceiro (DI), de renda fixa e de curto prazo oferecidos pelos bancos renderiam mais se estivessem na poupança devido à taxa de administração cobrada pelos bancos. Segundo a pesquisa, 205 fundos dos 531 mais populares que cobram a partir de 1,28% ao ano de taxa de administração, o que faz com que a aplicação renda menos que a poupança. Os fundos terão rendimento de 5,83% ao ano com cobrança de imposto de renda, menos do que os 5,95% previstos para a poupança, diz a publicação.