De acordo com informações da
Agência Ansa cinco mulheres e um homem estavam em cima de uma grua a 60 m de altura em frente ao Palácio de La Moneda, a sede da Presidência do Chile, em Santiago, para reivindicar o cancelamento de dívidas. Eles subiram na grua no sábado às 22h30 e levaram consigo roupas de abrigo e comida suficiente para lhes abastecer por dias.
Os manifestantes, membros da Agrupação Nacional de Devedores Habitacionais (ANDHA), exigiam que o governo anule as dívidas dos idosos, doentes e dos 40% mais pobres da população. O grupo justificou sua reivindicação afirmando que "estão dando de 27 a 30 anos para pagar a dívida sobre o que se pagou, sendo que as casas já foram pagas praticamente três vezes".
Um dos manifestantes disse à
Rádio Bío-Bío que "há pessoas que acreditamos que estão pagando sua casa há 11 anos, e como fizeram a renegociação da dívida, lhes tiraram mais 30 anos. E são pessoas que têm 65 anos, que vivem de uma pensão de US$ 150, e o dividendo é de 72 mil pesos, ou seja, pagam o dividendo e não comem nada".
Membros especiais dos carabineiros, a polícia militar chilena, estão no lugar para dialogar com os manifestantes, mas estes exigem a presença de uma autoridade para negociar. Na última vez que o ANDHA realizou um protesto do tipo, eles ficaram seis dias e meio em cima de uma grua.