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 Juros para imóveis devem ter leve queda com "nova" poupança

05 de maio de 2012 • 11h01 •  atualizado 11h15

Bruna Saniele
Direto de São Paulo

A mudança na remuneração da poupança deve fazer com que os financiamentos de imóveis fiquem ligeiramente mais baixos, dizem especialistas. Atualmente os bancos pagam 6,17% ao ano mais a variação da TR (Taxa Referencial) para as pessoas com dinheiro na caderneta, mas vão pagar 70% da taxa básica de juros (Selic) quando ficar igual ou menor que 8,5% (atualmente está em 9%). Como a queda na remuneração da poupança abre as portas para uma redução maior da Selic, espera-se que parte desse valor seja revertido ao consumidor.

"O objetivo do governo não é esse, mas pode ter um efeito secundário de diminuir as taxas de juros dos financiamentos. Mas a queda não será grande", diz Fabio Kanczuk, professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP).

"É mais uma pressão do governo para diminuir a taxa de juros dos bancos, o que inclui os financiamentos imobiliários", diz o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), Keyler Carvalho Rocha.

Conforme o professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Samy Dana, ainda que ocorra uma queda nos juros dos financiamentos, o aumento do crédito disponível no mercado pode fazer com que o consumidor se endivide e a procura por imóveis aumente, impulsionando uma alta dos preços. "Esse mercado enfrentou uma grande alta nos últimos anos e o excesso de crédito pode levar a uma nova alta nos preços", completa.

Entenda
- Desde sexta-feira, novas cadernetas de poupança ou depósitos feitos nessa modalidade são regidos por uma nova regra de remuneração
- O rendimento passará dos atuais 6,17% ao ano (mais a Taxa Referencial - TR) para 70% da taxa básica de juros (Selic), mas somente quando a Selic for igual ou menor que 8,5% ao ano (atualmente está em 9% ao ano)
- Especialistas esperam que os bancos repassem uma pequena parte dessa queda dos juros para financiamentos de imóveis
- Com o aumento de crédito disponível, há a preocupação de uma retomada da alta dos preços no mercado de imóveis



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