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A partir do momento em que é publicada no Diário Oficial, qualquer MP tem força de Lei, ou seja, já entra em vigor. Mesmo assim, a medida ainda precisa receber o aval do Congresso Nacional para valer permanentemente.Os parlamentares têm 120 dias para aprová-la ou rejeitá-la. Se o Congresso não concluir sua análise nesse prazo, a MP perde a eficácia. Confira, a seguir, os próximos passos da MP no Congresso.Comissão mista
Assim que chega ao Congresso, a MP precisa passar por uma Comissão Mista formada por 13 deputados e 13 senadores, que devem elaborar e votar um parecer sobre a medida.
Câmara
Após a tramitação na Comissão Mista, a MP é enviada à Câmara. Para ser votada, é necessária a presença de 257 deputados e para ser aprovada precisa apenas da maioria dos presentes na votação. Se for aprovada, segue para o Senado.
Senado
No Senado, a MP segue o mesmo princípio da Câmara. Havendo 41 senadores presentes, a maioria deles pode derrubar ou aprovar a medida. Se o Senado fizer modificações no texto aprovado pela Câmara, a MP volta para os deputados votarem novamente.
Caminhos
Depois de tramitar no Congresso, a MP pode seguir três caminhos distintos:
- Se receber o aval dos parlamentares nas duas Casas, sem nenhuma mudança no texto enviado pelo Executivo, é promulgada pelo Congresso
- Caso sofra alterações no decorrer da tramitação, é enviada à Presidência da República, que pode sancioná-la, ou vetá-la
- A Constituição determina que a medida seja votada em, no máximo, 120 dias. Se as duas Casas não concluírem sua análise nesse período, ela perde a eficácia
- Os parlamentares também podem rejeitar a MP. Basta que a maioria simples do plenário - seja na Câmara ou no Senado - vote contra a medida
Rejeitada
Se a medida for rejeitada em uma votação ou perder a eficácia por conta do prazo, resta ao Congresso Nacional editar um projeto de decreto legislativo, disciplinando as regras no período em que a MP vigorou. Esse projeto pode partir tanto da Câmara quanto do Senado e deve ser submetido a voto.
Histórico
O governo da presidente Dilma Rousseff conta com maioria tanto na Câmara quanto no Senado e tem, teoricamente, votos suficientes para aprovar projetos e medidas de seu interesse. Isso não quer dizer que o governo esteja imune a derrotas em votações de projetos polêmicos ou em períodos de descontentamento da base aliada.
- Reuters News


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