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 Oi tem lucro líquido de R$ 426 milhões no 3º trimestre

27 de outubro de 2011 • 17h06 •  atualizado 19h57

A Oi divulgou nesta quinta-feira queda de pouco mais de 20% no lucro do terceiro trimestre na comparação com um ano antes, mas o resultado superou as previsões de analistas.

Frente à meta de investir R$ 5 bilhões em 2011, a Oi avalia que não será possível atingir esse número ainda este ano, principalmente por conta de fornecedores que não conseguiram entregar os contratos, disse o diretor financeiro da companhia, Alex Zornig.

A empresa, que tem a Portugal Telecom entre os sócios, teve lucro de R$ 426 milhões de julho a setembro, contra R$ 538 milhões um ano antes.

A média das estimativas de analistas consultados pela Reuters apontava para ganho de R$ 305 milhões no período.

Segundo ele, o resultado da última linha foi ajudado, principalmente, pela "estabilidade" do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) na comparação trimestral e pela forte contenção de custos da companhia, disse Zornig.

"Nossos custos cresceram apenas 2,8%", afirmou o executivo, acrescentando que esse número está bem abaixo da inflação.

Nos próximos trimestres, disse Zornig, a Oi pretende manter uma trajetória ascendente no lucro à medida que substitui a telefonia puramente fixa pela venda de pacotes que também incluam telefonia móvel, banda larga e TV paga.

A companhia tem sofrido pela forte concorrência em telefonia móvel, fixa e banda larga, segundo analistas, enquanto passa por reorganização societária para simplificar sua estrutura acionária.

A receita líquida trimestral da operadora, a maior do Brasil em cobertura geográfica, foi de R$ 6,94 bilhões, queda de 5,5% contra o terceiro trimestre de 2010 e inferior aos R$ 7,15 bilhões previstos por analistas.

A geração de caixa medida pelo Ebitda teve queda anual de 11,7%, para R$ 2,47 bilhões no terceiro trimestre. A margem Ebitda foi de 35,6%, inferior aos 38,1% de um ano antes.

Ao fim do trimestre terminado em setembro, a dívida líquida da companhia totalizou R$ 16,1 bilhões. Em nota, a Oi companhia afirmou que mantém sua estratégia de reduzir o custo e alongar o prazo médio das dívidas, atualmente em 4,5 anos.

Investimento
Antes com estimativa de investir R$ 5 bilhões, Zornig afirmou que a companhia não deve atingir esse número até o final do ano.

"Acho que a gente não vai conseguir atingir R$ 5 bilhões em 2011, estamos mais perto de R$ 4,5, R$ 4,6 bilhões", disse ele.

Ele creditou a revisão dos investimentos a alguns fornecedores que não estão conseguindo entregar a demanda por conta do aquecimento do mercado.

"Não é só conosco, é com outras operadoras também, o mercado está muito aquecido e alguns fornecedores estão pisando um pouco na bola", afirmou.

No terceiro trimestre, a companhia investiu cerca de R$ 1 bilhão, e no acumulado do ano esse número chega a R$ 2,8 bilhões, segundo o balanço da empresa.

Por outro lado, a Oi espera crescer substancialmente em adições líquidas de clientes corporativos no próximo trimestre, ficando possivelmente em primeiro lugar em novos assinantes ou "bem próximo" a ele.

Em setembro, a TIM foi a companhia com mais adições líquidas, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A empresa trabalha com o cenário de ter, em 2014, um market share de 25% no mercado de telefonia móvel, afirmou Zornig.

Reuters News


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