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 Brasil quer retomar discussões sobre taxa de câmbio

24 de outubro de 2011 • 14h42 •  atualizado 14h55

O representante do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), embaixador Roberto Carvalho de Azevêdo, defendeu nesta segunda-feira que seja retomada a discussão sobre taxa de câmbio nas reuniões do primeiro trimestre de 2012 do organismo multilateral. O diplomata disse que "não há dúvidas" de que mudanças nas taxas de câmbio causam impactos no comércio global. Azevêdo falou sobre o assunto na reunião sobre Comércio, Dívidas e Finança, em Genebra (Suíça).

"Não há dúvida de que mudanças da taxa de câmbio afetam o comércio internacional de forma direta e indireta", disse o embaixador. "As taxas de câmbio reais têm um impacto potencialmente forte no incentivo para alocar recursos. As empresas que também têm um grande mercado interno reagem de forma diferente daquelas que dependem apenas - ou principalmente - das exportações", afirmou.

Azevêdo acrescentou que a desvalorização da moeda pode desempenhar um papel importante no processo de crescimento dos países em desenvolvimento. Mas não entrou em detalhes. Segundo ele, a preocupação é com os impactos que levam ao chamado "desalinhamento com estatísticas do comércio global".

"Nós acreditamos que seria uma contribuição muito oportuna e significativa da OMC retomar esse debate", sugeriu o embaixador. "[O debate] pode muito bem estimular e reforçar as iniciativas sobre o mesmo assunto em outras organizações e fóruns internacionais".

Nos dias 16 e 17 de dezembro, em Genebra, haverá a última reunião do ano referente à Rodada Doha - ciclo de discussões cujo principal objetivo é reduzir restrições, subsídios e barreiras comerciais, impostos, principalmente, aos países em desenvolvimento. No começo de outubro, Azevêdo disse que na ocasião a questão do câmbio seria abordada, mas com poucas possibilidades de acordo ou consenso.

Nas discussões relativas à Rodada Doha, os principais impasses envolvendo as negociações entre países em desenvolvimento e os desenvolvidos estão nos setores da agricultura, facilitação de comércio, dos serviços e manufaturados.

A busca por consenso é o principal desafio dos negociadores. Os americanos, por exemplo, cobram acordos mais ambiciosos na área de serviços e mais acesso ao mercado de produtos industriais dos países emergentes. Os países em desenvolvimento exigem a abertura do mercado dos países ricos para produtos agropecuários. Os negociadores do Brasil, da Índia, China e África do Sul estão no grupo dos emergentes que lideram as negociações.

Agência Brasil
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