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 Boeing faz voo inaugural com novo modelo 787 Dreamliner

07 de agosto de 2011 • 20h39 •  atualizado 08 de agosto de 2011  • 08h06

A aeronave foi encomendada pela All Nippon Airways e deve ser entregue no próximo mês em Tóquio

A aeronave foi encomendada pela All Nippon Airways e deve ser entregue no próximo mês em Tóquio
Foto: AP

O Boeing 787 Dreamliner realizou nesse final de semana seu voo inaugural, após três anos de atrasos e bilhões de dólares além do orçamento inicial. A empresa promete revolucionar o setor com o uso de materiais mais leves como compostos de carbono e plástico super-resistente, que geram economia de 20% no consumo de combustível, barateando o custo das viagens e gerando menos poluição. O interior também traz novidades, ao invés das tradicionais escotilhas, os passageiros apertam um botão para escurecer ou clarear a janela. As informações são da CNN.

A aeronave foi encomendada pela All Nippon Airways e deve ser entregue no próximo mês em Tóquio. O modelo deve ser o primeiro 787 Dreamliner voltado para voos comerciais. Segundo a Boeing foram encomendadas 800 aeronaves ao preço de US$ 200 milhões cada. Foram desenvolvidos dois modelos de Dreamliners: o 787-8, que carrega entre 210 e 250 passageiros, e o 787-9, com capacidade para até 290 passageiros, desenhado para viagens internacionais.

A empresa japonesa fez um pedido de 55 aeronaves que possibilitarão a ampliação das rotas, segundo disse o vice-presidente sênior da companhia, Mitsuo Morimoto. "Planejamos usar o 787 para expandir nossos negócios, especialmente, nossas rotas internacionais. Planejamos aumentar a renovação de nossas rotas internacionais de forma significante e o 787 terá um papel instrumental nisso", disse ele ao falar sobre trajetos entre o Japão, Estados Unidos e Europa.

Apesar das promessas revolucionárias do 787, a Boeing teve dificuldades com os fornecedores de diferentes partes do mundo que provocaram os atrasos e aumentos de custo. Além disso, a empresa ainda enfrenta dificuldades na fábrica da Carolina do Sul para se beneficiar das leis trabalhistas mais brandas do Estado, ao invés das instalações de Washington.

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