O Credit Suisse está cortando cerca de 2.000 empregos depois que uma performance fraca em corretagem e o fortalecimento do franco suíço atingiram os resultados do segundo trimestre. O Credit Suisse informou que o lucro líquido destes três meses caiu para 768 milhões de francos, abaixo da expectativa média de analistas de 1 bilhão.
Os bancos de investimento ao redor do mundo têm sido prejudicados por lentidão na área de corretagem por causa dos problemas de dívida da zona do euro e nos Estados Unidos, bem como regulamentações criadas para forçar as instituições a manterem mais capital para se protegerem melhor de futuros choques após a crise de 2008.
O segundo maior banco da Suíça informou nesta quinta-feira que planeja cortar cerca de 4% de sua força de trabalho de 50.700 funcionários, praticamente mesmo volume que adicionou no período pós-crise com uma série de contratações na área de renda fixa, a mais atingida pela fraqueza dos mercados.
O recuo das operações com renda fixa do Credit Suisse foi pior que o de rivais: a receita caiu 76% em relação ao primeiro trimestre, para 595 milhões de francos suíços (US$ 742,6 milhões), ante um recuo médio de 27% de bancos dos EUA e de 36% e 37% do UBS e Deutsche Bank, respectivamente.
A fraqueza dos mercados já disparou uma série de cortes de empregos na indústria bancária, incluindo Standard Chartered, Lloyds, Goldman Sachs e UBS. O HSBC pode cortar mais de 10 mil empregos, divulgou a Sky News nesta quinta-feira. Na terça-feira, o UBS afirmou que vai cortar custos em até 2 bilhões de francos e adiar metas depois que divulgou resultado abaixo do esperado no segundo trimestre.