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 OGX: produção de petróleo em Waimea deve começar em outubro

09 de maio de 2011 • 11h47 •  atualizado 12h00

A produção da petrolífera OGX começará com um Teste de Longa Duração (TLD) no poço de Waimea, na bacia de Campos, em outubro, de acordo com informação divulgada em teleconferência de executivos da empresa para comentar os resultados do primeiro trimestre. A OGX, braço de petróleo do grupo EBX, do empresário Eike Batista, teve prejuízo de R$ 33,9 milhões no primeiro trimestre do ano .

"Esperamos uma vazão de óleo de 20 mil barris/dia no (TLD de) OGX-26 (Waimea)", afirmou o diretor-geral da OGX, Paulo Mendonça, em teleconferência com analistas. À medida que outros poços forem conectados à plataforma OSX-1, a produção ali deve subir para 50 a 60 mil barris/dia. A FPSO ligada a Waimea deverá ter capacidade para produzir 80 mil barris por dia e capacidade de armazenamento de 950 mil barris.

Considerando que há elevado potencial produtivo em Waimea - localizado no bloco BM-C-41, em lâmina d'água de cerca de 130 m e com óleo de aproximadamente 20 graus API--, a OGX

anunciou nesta segunda-feira que a segunda FPSO a ser entregue à companhia (OSX-2) também será conectada ao OGX-26. Anteriormente, o empresário Eike Batista havia dito que a produção em Waimea começaria em agosto.

Segundo executivos que participaram da teleconferência, que não entraram em detalhes sobre a eventual mudança de data para o teste, a companhia já contratou todos os equipamentos críticos e erviços para o início da produção. A chamada árvore de natal molhada já está instalada no poço.

11ª Rodada
Segundo o diretor financeiro da OGX, Marcelo Torres, a

empresa deverá participar da 11ª rodada de licitação de áreas de petróleo e gás, prevista para setembro. "Sabemos que temos novas áreas ali na margem equatorial do Brasil e, como o Paulo (Mendonça) falou, realmente estamos bastante confiantes de participar deste leilão", disse Torres.

Questionado sobre a capacidade financeira da empresa para entrar na 11ª rodada, o primeiro leilão do governo desde 2008, Torres afirmou: "Temos grande flexibilidade para comprar os blocos que queremos, e temos capacidade para financiar o nosso Capex, não vejo problemas...".

Já Mendonça, ao ser questionado sobre opções de financiamento, observou que a empresa não tem necessidade no curto prazo, pois só precisaria levantar dinheiro para tocar projetos no segundo semestre de 2012. Mas ele não descartou a busca de novos financiamentos, incluindo a opção de venda de participação da OGX em seus blocos, operação conhecida como "farm-out".

"Acho que é muito prematuro falar sobre quais são as alternativas, e quais são as que vamos optar em seguir, mas temos muitas propostas para financiamento de projeto. O mercado de título, acreditamos ser bastante atraente, e temos uma posição importante para ser trazida para este mercado. E também

o farm-out, que foi algo que o Eike falou, isso ainda está na mesa", declarou. Eike comentou em fevereiro que a empresa avaliava várias opções de "farm-out", em operação que desperta grande interesse de chineses.

Reuters News


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