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 CPFL aposta em leilões para bater 5 mil MW até 2014

12 de agosto de 2010 • 13h51

Tendo como meta gerar 5 mil megawatts (MW) de energia em 2014, a CPFL Energia afirmou nesta quinta-feira que vê "grandes possibilidades" de crescimento no segmento de geração de eletricidade, seja em usinas hidrelétricas, eólicas ou de biomassa, tendo os leilões como peça-chave para bater tal marca.

De acordo com o presidente da companhia, Wilson Ferreira Junior, a atual capacidade somada aos projetos já aprovados ou em desenvolvimento já somam quase 3 mil MW.

"Se formos efetivos nos próximos leilões, a possibilidade (de chegar aos 5 mil MW) continua de pé", afirmou Ferreira Junior nesta quinta-feira, em teleconferência com analistas sobre os resultados da empresa no segundo trimestre.

"Queremos continuar nos aperfeiçoando para participar do leilão de grandes usinas, como Teles Pires, no final do ano", disse o presidente. "Atingir o valor físico de geração às vezes não é o mais importante. A geração depende mais da gente e estamos bem posicionados."

Em setembro deve entrar em operação a usina hidrelétrica de Foz do Chapecó (SC), com capacidade instalada de 436 MW. "Os investimentos na usina estão 94% concluídos. Estamos aguardando a licença de operação para o enchimento final (do reservatório). A greve do Ibama atrasou a autorização", disse Ferreira Jr., que espera que a autorização seja liberada ainda nesta semana.

A CPFL, entretanto, quer continuar investindo na geração de energia eólica e a partir de biomassa. A companhia está construindo uma usina termelétrica a partir de biomassa na Paraíba, com capacidade de 174,2 MW. Dos investimentos previstos de R$ 310 milhões, R$ 242 milhões já foram realizados. A usina deve entrar em operação nos últimos três meses de 2010 e a receita fixa anual é calculada em torno de R$ 85 milhões.

A CPFL ainda possui cinco outros projetos de termétricas movidas a biomassa. Juntas, a capacidade de geração é de 230 MW e os investimentos, de R$ 597 milhões.

Empresa foca "criar valor" e descarta Neoenergia

A CPFL mantém ainda os planos de crescer no segmento de distribuição por meio de aquisições. O presidente descarta, contudo, o interesse na Neoenergia, cujas distribuidoras estão localizadas na região Nordeste.

"A geografia importa muito e perto da nossa área de atuação será a prioridade, onde temos mais condições de criar valor", disse Ferreira Jr. O executivo lembrou, entretanto, que várias concessionárias de distribuição de energia devem ter seus contratos finalizados em 2015, e ainda não existe definição sobre uma eventual renovação ou até mesmo uma nova licitação.

"Não estamos atrás de ganho de market share, estamos atrás de chances de criar valor", diz o presidente. Para ele, concessões menores ou até cooperativas devem ser analisadas com atenção. "Somos fortes candidatos a agentes de consolidação".

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Reuters News


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