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 EUA: incertezas econômicas derrubam Bolsa de NY

11 de agosto de 2010 • 10h39

Atualizada às 12h46

A bolsa de valores de Nova York tinha forte queda nesta quarta-feira, com dados fracos sobre o setor manufatureiro chinês e a perspectiva mais negativa do Federal Reserve (FED, o banco central americano) ressaltando a lentidão da retomada econômica.

Todos os índices de setores do S&P recuavam, liderados pela queda em commodities e energia depois de dados da China indicarem consumo mais lento de matérias-primas e de a Agência

Internacional de Energia alertar sobre os riscos à demanda por combustíveis se a economia global enfraquecer.

O índice de matérias-primas do S&P perdia 2,8% e o índice do setor de energia caía 2,6%. Os investidores evitavam ativos arriscados, migrando para investimentos considerados mais seguros, como o dólar e a dívida governamental americana. Os rendimentos dos títulos de 2 anos dos EUA atingiram a mínima recorde.

Ações como as de serviços públicos e de telecomunicações tinham um desempenho melhor, com as perdas no índice do S&P para os serviços básicos limitadas a 1,5%.

Esse movimento e uma forte demanda por bônus estão prevendo uma "grande desaceleração na economia", disse Ryan Detrick, estrategista técnico da Schaffer's Investment Research.

O dólar se valorizava 1,93 por cento ante uma cesta com as principais moedas. Às 12h17 (horário de Brasília), o índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, caía 2,12%. O índice Standard & Poor's 500 tinha desvalorização de 2,48%, para 1.093 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq perdia 2,87%, para 2.211 pontos.

A China informou uma desaceleração na produção industrial, adicionando mais um fator ao cenário de redução da demanda doméstica gerado por outros dados, que mostraram forte queda no crescimento das importações.

O déficit comercial dos EUA se ampliou 18,8% em junho, tornando-se o maior desde outubro de 2008, mostrou um relatório do governo nesta quarta-feira. Na terça-feira, o Federal Reserve reduziu suas perspectivas para a economia e disse que usará recursos provenientes de ativos hipotecários que estão vencendo para comprar mais dívida pública.

Mas a resposta ruim das bolsas sugere que os investidores não acreditam que as medidas terão impacto imediato sobre o fraco mercado de trabalho e o gasto reduzido do consumidor,

dois obstáculos à recuperação.

A Cisco Systems, que deve anunciar resultado após o fechamento do mercado, tinha o maior declínio do Dow Jones, caindo 2,7%, para US$ 23,64. A Alcoa recuava 2,5%, para US$ 11,07. As ações da Macy's , porém, subiam 3,9%, para US$ 20,12, após resultados trimestrais melhores que o esperado.

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Reuters News


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