O governo venezuelano confirmou na quinta-feira que autorizou ao menos dois consórcios a avançarem no processo de licitação do projeto de petróleo pesado Carabobo, na Faixa Petrolífera do Orinoco, quando falta uma semana para o dia de recepção de ofertas.
Nesta semana, fontes envolvidas no processo disseram que 12 empresas formalizaram seu avanço à fase de ofertas e se formaram ao menos quatro consórcios, que esperam a autorização ministerial para poder fazer um lance em 28 de janeiro.
"De todos os consórcios recebidos, há ao menos dois aprovados", disse a jornalistas o ministro de Energia, Rafael Ramírez, após uma reunião do presidente Hugo Chávez com o emir do Catar, o xeque Hamad bin Khalifa Al-Thani.
Ramírez descartou que as petrolíferas participem sozinhas, ainda que fontes da indústria falassem sobre a possibilidade de a angloholandesa Shell e a britânica BP participarem individualmente.
Entre as empresas formalmente inscritas, estão a americana Chevron, a francesa Total, e
espanhola Repsol, a venezuelana Suelopetrol e as japonesas Mitsubishi, Inpex e Jogmec, disseram as
fontes.
Carabobo contempla investimentos de entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões para cada um dos três projetos, com uma capacidade potencial de produção conjunta de 1,2 milhão de barris por dia. A previsão é que o Ministério de Energia anuncie os ganhadores em 10 de fevereiro.
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