Sexta, 11 de dezembro de 2009, 7h50
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Fonte: Reuters News

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Aviação
Embraer faz acordo de US$ 2,2 bi para financiamento na China
Atualizada às 16h33
As ações da Embraer disparavam nesta sexta-feira, após a companhia ter divulgado mais cedo um acordo de financiamento e leasing de aeronaves que pode alcançar até US$ 2,2 bilhões nos
próximos três anos.
O acordo, acertado com a chinesa CDB Leasing, mantida pelo China Development Bank, acontece em um ano de fracas encomendas para a empresa brasileira - depois que a crise financeira internacional secou o crédito e a disposição de companhias aéreas de comprarem novos aviões.
Às 14h59 (horário de Brasília), as ações da Embraer avançavam 8,54%, para R$ 9,66. Enquanto isso, o
Ibovespa, principal índice do mercado, subia 0,5%.
"A notícia (do financiamento) é positiva, porque marca uma sinalização de tendência. A empresa teve poucos pedidos este ano, e também deve ter poucos no ano que vem, mas ter banco chinês garantindo financiamento e estimulando demanda mostra que o cenário para novos pedidos começa a melhorar", afirmou o analista Alan Cardoso, da corretora Ágora.
Ele ressaltou, no entant,o que o movimento nas ações da Embraer nesta sexta-feira não se deve apenas ao acordo. "Até ontem o papel tinha subido apenas 1% desde o início do ano e o pessoal está buscando papéis baratos depois de toda essa alta do Ibovespa", afirmou.
No ano, o Ibovespa exibe valorização de 83%.
"Efetivamente esse papel estava no zero a zero no ano. Por isso, qualquer tipo de notícia que possa ter repercussão no fundamento acaba mexendo (na valorização)", acrescentou.
O acordo tem como objetivo aumentar oportunidades de aquisição de aeronaves da Embraer dentro da China e no exterior, focado no desenvolvimento da aviação regional naquele país, informou a fabricante brasileira de jatos em comunicado.
O acordo permite à CDB Leasing oferecer financiamento a companhias aéreas e também pode permitir à instituição considerar a compra direta de aeronaves da Embraer para aluguel.
Na quarta-feira, em almoço de final de ano com a imprensa, o presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado, disse que a oferta de crédito para financiar aviões ainda é um problema,
com os bancos comerciais ainda muito fechados para operações envolvendo aeronaves.
Curado afirmou que ainda que o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliará em 2010
pelo segundo ano seguido sua participação no financiamento de
vendas da empresa.
Com base nas projeções de receita da companhia para o ano
que vem --de pouco menos de 5 bilhões de dólares, sendo três
quintos disso com aviões civis--, chega-se a um total de quase
1,8 bilhão de dólares em desembolsos pelo BNDES a clientes da
Embraer nos próximos 12 meses.
(Edição de Cesar Bianconi)
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