Sexta, 27 de novembro de 2009, 9h20
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Fonte: Reuters News

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Economia Internacional
Americanos abrem temporada de compras com 'Black Friday'
Os americanos seguiram em massa para as lojas de departamento no cair da
noite desta quinta-feira para dar início à temporada de compras
de Natal, apesar de muitos dizerem que reduziram gastos em
presentes.
A Black Friday, sexta-feira depois do Dia de Ação de Graças
nos Estados Unidos, é o dia mais agitado do período de festas,
que corresponde a quase um quinto das vendas anuais do varejo.
O ritual anual do consumismo americano está sendo
monitorado de perto, em busca de sinais que mostrem que o
comprador dos EUA está pronto para impulsionar a economia, após
a crise financeira global ter levado ao pior Natal em quase
quatro décadas.
Debra Diriwachter, uma atendente de supermercado, esperou
algumas horas fora do shopping Queens Center em Nova York antes
das portas se abrirem às 23h da quinta-feira, no horário
local. Ela cortou seu orçamento de presentes neste ano e só vai
usar dinheiro em espécie para suas compras.
"Eu não gosto de estar em dívida e, se eu sei o que eu
estou gastando, isso é bom", disse ela.
Os primeiros 200 clientes a entrar no shopping center,
alguns ainda de pijamas, ganharam um vale presente no valor de
US$ 10 para abrir seu apetite.
"Isso é lindo. Estou tão feliz", disse Roberto Tomala.
"Isso é uma boa motivação para todos. Nessa situação, mesmo US$ 10
ajudam a comprar alguma coisa."
Cerca de 134 milhões de consumidores americanos dizem que
vão comprar presentes de Natal neste fim de semana da Black
Friday , de acordo com a Federação Nacional de Varejo dos EUA.
Esse número é maior em relação à pesquisa do ano passado,
feita semanas após a erupção da crise financeira global, mas
ainda fica abaixo do consumo da Black Friday de 2007.
Varejistas de desconto como o Wal-Mart e a Target
devem ter o maior fluxo de consumidores neste final de
semana, seguidas pelas lojas de departamento como Macy e Kohl.
Elas e a seus colegas de indústria passaram o último ano
reduzindo estoques, fechando lojas ou diminuindo a inauguração
de novas unidades para evitar grandes descontos e proteger os
lucros.
"No ano passado, elas literalmente desistiram do
merchandising", disse Marshal Cohen, analista sênior da
consultoria de varejo NPD Group. "Neste ano, elas têm de vender
metade do ano passado para igualar ... então mesmo que elas não
vendam muito elas vão ter lucros."
Alguns especialistas da indústria esperam um forte
resultado deste fim de semana, mas alertaram que isso não
significa uma forte temporada de compras, uma vez que sempre há
uma redução nas compras nas semanas que antecedem o
Natal.
A instabilidade da economia dos EUA, com a maior alta em 26
anos no desemprego e um menor acesso ao crédito, fizeram com
que as previsões para vendas de Natal variassem bastante, de um
declínio de 3% a um aumento de 2%.
Esperanças de uma recuperação conduzida pelo consumidor
fizeram as vendas do varejo subirem 47% neste
ano.
Apesar da maioria das pesquisas nos últimos dois meses
mostrarem compradores planejando gastar menos ou o mesmo que o
ano passado, na temporada de compras de 2009 essa posição pode
estar melhorando.
Quase um terço dos consumidores ouvidos pela Deloitte
disseram que agora esperam gastar mais do que
planejavam um mês ou dois meses atrás. A pesquisa, feita na
semana passada, ouviu 1.051 pessoas com margem de erro de mais
ou menos 3%.
Carma Edwards, uma enfermeira de 29 anos, é exemplo do consumidor cansado de economizar. Ela aumentou seu orçamento de US$ 500 no ano passado para US$ 2 mil neste ano. Perguntada sobre o que motivou a decisão ela respondeu: "Um novo emprego!".
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Americanos seguiram em massa para as lojas de departamento no cair da noite desta quinta-feira |
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