Quinta, 26 de novembro de 2009, 13h05
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Fonte: Reuters News

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Empresas
WestLB projeta reação global em 2010, mas há risco de decepção
A perspectiva do banco WestLB para 2010 é de recuperação global, com o Brasil sendo um dos grandes beneficiados, mas o cenário inclui volatilidade e risco de frustração, com impacto negativo
principalmente no mercado acionário.
Nesta quinta-feira, o economista-chefe da instituição no Brasil, Roberto Padovani, e Ures Folchini, vice-presidente de tesouraria do banco, disseram não ver aspectos macroeconômicos que justifiquem otimismo, mas que o mercado incorporou que o pior da crise já passou.
Para os Estados Unidos, o banco estima crescimento de 1,2% no próximo ano. Mas Padovani ponderou que a reação da economia foi basicamente subsidiada por estímulos oriundos dos gastos públicos e pacotes de ajuda, o desemprego persiste alto e o nível de risco bancário é elevado.
Para o Brasil, o WestLB estima crescimento de 4,8% em 2010, beneficiado tanto pela diminuição da aversão a risco como pelo quadro pior em outros destinos que dividiriam o fluxo com o país.
Padovani avalia que a fraqueza do dólar no exterior também tende a ajudar a economia local, pelo efeito de valorização das commodities e pelo impacto de baixa na inflação. No caso das matérias-primas, o desempenho chinês reforça o tom favorável.
Tanto Padovani como Folchini não veem riscos ao País vindos dos desempenhos fiscal e de conta corrente, tampouco do lado inflacionário para o ano que vem. Mesmo as eleições devem gerar
apenas "ruído", tendo em vista que os grandes problemas macroeconômicos ou estão resolvidos ou melhores.
O economista do WestLB estima aumento do juro no Brasil a partir de abril, mais para reduzir o estímulo monetário. Ele avalia a Selic atual de 8,75% ao ano como abaixo do equilíbrio, prevendo que termine 2010 a 10,25%, que ele vê como taxa neutra.
Riscos
Na visão de Folchini, o risco para 2010 está ligado à possibilidade de uma frustração de expectativas, que pode provocar uma realização de lucros em Wall Street, em particular no índice Standard & Poor's 500, respingando no mercado acionário brasileiro.
Padovani cita que há um otimismo no mercado para a recuperação dos EUA. Uma mediana das projeções aponta expansão de 2,5% no próximo ano. "A situação do emprego permanece ruim, e a renda ainda está caindo", justifica.
No caso da economia brasileira, o principal problema avaliado por Padovani é o baixo crescimento de longo prazo, reflexo de infraestrutura ruim, que reflete falta de investimento público e privado.
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