Sexta, 6 de novembro de 2009, 13h55
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Fonte: Reuters News

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Economia Internacional
Por crescimento, G20 deve sinalizar manutenção de estímulos
O grupo das vinte principais economias do mundo vai chegar a um acordo neste fim de semana sobre ser muito cedo para retirar as medidas de emergência para a economia global e que é necessário
iniciar um novo sistema de supervisão para reequilibrar o crescimento mundial e prevenir crises futuras.
O ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, será o anfritrião da terceira reunião dos ministros das Finanças e membros de bancos centrais do G2O, que acontecerá em Saint Andrews, na Escócia, a partir desta sexta-feira, com o objetivo de caminhar com os acordos feitos na reunião de Pittsburgh em
setembro.
Desde então, houve sinais cada vez maiores de que o mundo está finalmente saindo da depressão econômica mais profunda das últimas décadas e de que as coisas podem estar voltando ao
normal após a crise que afetou algumas das maiores instituições financeiras.
Porém, Darling disse que seria prematuro declarar vitória sobre o que foi a maior crise financeira desde a década de 1930 e que os estímulos extraodinários que os países deram às suas economias teriam que continuar por enquanto.
"Acho que podemos chegar a um acordo para assegurar que não removeremos o apoio muito cedo, porque a recuperação não está se estabilizando em todos os lugares", disse ele. "Há um consenso de que podemos trabalhar juntos para que a próxima década seja de crescimento e de geração de empregos."
Supervisão
Dez anos após o G20 ser formado, líderes concordaram em Pittsburgh que o grupo deveria ser o principal conselho econômico do mundo, porque ele também inclui a maioria das economias em desenvolvimento ao contrário de fóruns como o G7 e o G8.
Autoridades dizem que as propostas na mesa da Escócia incluem um sistema em que os países promovam projeções de sua própria economia para serem examinadas pelo Fundo Monetário
Internacional (FMI), que verá se elas estão consistentes.
Se não for o caso, outras alternativas podem ser vistas dentro do G20. Autoridades deixaram claro que o câmbio não está na agenda formal para a reunião, mesmo que haja uma inquietação velada sobre a fraqueza do dólar.
O grupo também pode analisar as propostas de criar um "pool" de reservas em comum para dissuadir os mercados emergentes de acumular grandes reservas de moedas estrangeiras que poderiam, ao invés disso, ser utilizadas para impulsionar o crescimento da economia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua preocupação de que a leve retomada da economia global poderia minar o desejo de reformas no sistema financeiro.
"Os pequenos sinais de melhora na economia podem criar impedimentos para nós realizarmos reformas profundas sem as quais a humanidade poderia ver uma recaída muito mais severa
numa nova crise", disse Lula em um discurso em Londres.
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