Quarta, 4 de novembro de 2009, 10h27
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Fonte: Redação Terra
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IBGE revisa alta do PIB brasileiro em 2007 para 6,1%
Atualizada às 13h40
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 6,1% em 2007, acima da taxa de 5,7% divulgada anteriormente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou uma revisão nesta quarta-feira.
A alta do PIB em 2007 foi a maior desde 1986. "(Aquele) foi o ano do Plano Cruzado com aumento da renda e do consumo altos. Agora chegamos a um crescimento de 6,1% mais real", comparou a economista do IBGE Rebeca Palis.
O setor de serviços foi o principal responsável pela revisão. Os dados preliminares do IBGE apontavam expansão do setor de 5,4% e os dados definitivos revelaram um crescimento de 6,1%.
"A maior influência sobre a diferença se dá pelo setor de serviços, que é o de maior peso", acrescentou a economista.
O setor de serviços ampliou sua participação no PIB de 65,8% para 66,6%, ao passo que a indústria encolheu sua fatia de 28,8% para 27,8%.
"Foi um ano de valorização de 10% do real. Em anos de valorização você tende a importar mais e produzir menos", disse o gerente de contas nacionais do IBGE Cristiano Martins.
Em 2007, os serviços de informação, que englobam telecomunicação, informática e mídia, avançaram 7,4% ante 1,6% em 2006. A intermediação financeira praticamente dobrou o crescimento, ao passar de 8,4% em 2006 para 15,1% em 2007.
Apesar de reduzir sua fatia no PIB, a indústria também teve crescimento maior em 2007, de 5,3% frente ao dado preliminar de 4,7%.
Os destaques na indústria foram contrução civil, máquinas e equipamentos e construção naval. A produção de petróleo e gás avançou 1,5% e a de minério de ferro teve alta de 11,1%.
Investimentos e agropecuária
O investimento teve bom desempenho há dois anos, segundo o IBGE. A taxa de investimento sobre o PIB ficou em 17,4%, maior patamar desde 1997. Mas o dado praticamente não se alterou entre a divulgação preliminar e a definitiva.
Segundo o IBGE, o crescimento da agropecuária em 2007 foi de 4,8%, inferior aos 5,9% divulgados
anteriormente.
Essa redução foi puxada por resultados menos favoráveis de culturas como algodão e cana-de-açúcar.
O grau de abertura da economia brasileira caiu de 28,4% para 27,3% do PIB, devido à redução dos preços internacionais somada à valorização do real.
Em 2007, o PIB somou R$ 2,661 trilhões, de acordo com o IBGE.
O novo dado consta do relatório Sistema de Contas Nacionais 2003-2007. O crescimento dos anos de 2003 a 2006 foi confirmado.
Em linha com o padrão estatístico mundial, o IBGE leva dois anos para concluir o PIB definitivo do País. As publicações finais sobre o PIB incluem pesquisas mais aprofundadas, como os levantamentos anuais de indústria, comércio, serviço, construção civil, Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (Pnad) e balanços fianceiros das empresas.
As divulgações definitivas englobam ainda dados do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), mas excepcionalmente em 2007 esses dados não foram computados no cálculo do PIB devido a problemas no repasse de informações da Receita Federal ao IBGE.
"A divulgação definitiva tem 55 atividades contra só 12 da preliminar. Temos um conjunto de informações mais detalhadas. Você perde no prazo, mas ganha em quantidade e qualidade",
afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto.
Com informações da Reuters
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