Terça, 3 de novembro de 2009, 18h57
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Fonte: Reuters News

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Economia internacional
FED inicia reunião de 2 dias e deve manter políticas de estímulo
O Federal Reserve (FED, o banco central americano) iniciou nesta terça-feira uma reunião de dois dias que deve terminar com a reafirmação de que políticas de suporte à economia continuarão em prática por algum tempo, mesmo com sinais de recuperação.
Em particular, não se espera que o FED abra mão de seu compromisso em manter a taxa de juro excepcionalmente baixa por um "período estendido".
Embora a economia dos Estados Unidos pareça ter interrompido a queda livre provocada pela mais profunda recessão desde a década de 1930, dúvidas permanecem sobre se uma recuperação pode ser sustentada sem a ajuda do governo.
"Não parece que isso fará o FED alterar a linguagem nesse ponto", disse a economista do Barclays Capital Michelle Meyer. "Eles estão muito mais preocupados com a sustentabilidade da recuperação... do que com a inflação."
Embora se espere que isso favoreça mais sinais econômicos modestamente positivos, analistas acreditam em um tom cauteloso na política.
A economia cresceu a uma taxa anual de 3,5% no terceiro trimestre, informou o governo na semana passada. Relatórios divulgados na segunda-feira mostraram que a atividade manufatureira avançou em outubro e as vendas de casas pendentes inesperadamente subiram em setembro.
Autoridades do FED têm notado os sinais da recuperação, mas com o desemprego provavelmente em alta eles têm dito que assegurar que a retomada não perca fôlego é uma prioridade.
"Temos que pensar sobre nossa política de saída e estamos observando isso muito cuidadosamente, mas no momento essa não é nossa maior preocupação. No momento, é a acomodação da política", afirmou em 22 de outubro o presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, membro do painel de política do FED.
Buscando a saída
O FED cortou o juro básico para próximo de zero em dezembro para suportar a economia em meio ao congelamento do crédito e à recessão que o seguiu. Suas compras de US$ 1,75 trilhão em ativos governamentais de prazo mais longo e de dívidas lastreadas em hipotecas devem acabar no final de março.
"Não acho que a recuperação é claramente autossustentável nesse ponto", afirmou Maurice Obstfeld, professor de Economia da Universidade da Califórnia em Berkeley. "Penso que o FED será extremamente sensível ao perceber isso como uma retirada de estímulos prematura."
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