Terça, 3 de novembro de 2009, 18h00
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Fonte: Reuters News

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Mercado financeiro
Bovespa descola do exterior e fecha o dia em alta
Atualizada às 19h01
A recuperação nos preços das commodities e a valorização das ações do setor bancário garantiram o fechamento positivo do principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta terça-feira, quando os pregões nos Estados Unidos mostraram debilidade. O Ibovespa subiu 1,78%, aos 62.643 pontos. O volume financeiro da bolsa somou R$ 6,592 bilhões.
Dados fortes de atividade manufatureira mundial conhecidos na véspera, quando o mercado local não funcionou por feriado nacional, foram ignorados no início da sessão, com o noticiário sobre o setor financeiro externo minando o humor de investidores e justificando vendas de ações.
A maior aversão a risco também afetou as commodities, que costumam influenciar o Ibovespa em razão da forte participação de empresas atreladas a esses produtos na composição do índice.
No início da tarde, contudo, o pregão local descolou-se relativamente de seus pares em Wall Street e passou a subir, embora tenha reduzido ou acelerado a alta por alguns momentos conforme os índices em Nova York pioravam ou melhoravam. Notícias de fusões e aquisições chegaram a ajudar NY.
Às 18h37 (de Brasília), contudo, o Dow Jones cedia 0,22%.
O impulso doméstico foi dado pela reação das commodities, que passaram a subir, beneficiando as blue chips Petrobras e Vale. O petróleo reverteu perdas e subiu mais de 1%. A melhora refletiu um aumento das encomendas às fábricas nos Estados Unidos em setembro.
Nesse contexto, a preferencial da estatal chegou a cair 1,6%, mas terminou em alta de 1,46%, a R$ 35,55. A preferencial da mineradora fechou com elevação de 3,83%, a R$ 40,96.
No caso da Vale, ainda vale citar o anúncio de emissão de bônus no mercado internacional com vencimento de 30 anos, através de sua subsidiária integral Vale Overseas Limited (Vale Overseas). Investidores ouvidos pelo IFR estimam que a operação alcance US$ 1 bilhão.
Bancos animam no Brasil
A apreciação das ações de bancos brasileiros já amenizava o impacto negativo do exterior no Ibovespa desde cedo, diferente do que ocorria nas bolsas globais, onde o segmento financeiro era justamente o foco de preocupação após notícias desfavoráveis desde o fim de semana.
Entre as informações desta sessão, o suíço UBS reportou prejuízo pelo quarto trimestre e maior do que o esperado. No fim de semana, o CIT Group Inc pediu concordata e, na véspera, um diretor do Federal Reserve (FED, o banco central americano) alertou que os bancos nos EUA enfrentam risco de crédito.
No Brasil, o resultado do Itaú Unibanco foi o principal propulsor das ações do setor. O banco divulgou lucro recorrente de R$ 2,687 bilhões no terceiro trimestre, acima dos R$ 2,493 bilhões apontado por média de previsões apuradas pela Reuters.
A ação preferencial da instituição valorizou-se 5,32%, a R$ 35,26, contagiando outros papéis do
setor, como Bradesco , que ganhou 2,14%, a R$ 35,30; e Banco do Brasil, com alta de 3,08%, a R$ 29,08.
O Bradesco informa seu resultado na quarta-feira e o Banco do Brasil, na próxima semana.
A ação da Braskem também destacou-se entre as altas do Ibovespa, com elevação de 5,56%, a R$ 12,35, após a petroquímica reverter o prejuízo do terceiro trimestre de 2008 e registrar lucro líquido de R$ 645 milhões entre julho e setembro deste ano.
A CSN, que divulga seu resultado ainda nesta terça-feira, terminou em alta de 0,51%, a R$ 58,60. A empresa deve reportar lucro líquido de R$ 543 milhões no terceiro trimestre, alta expressiva ante o ganho de R$ 40 milhões um ano atrás, segundo a média de seis estimativas apuradas pela Reuters.
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