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Terça, 3 de novembro de 2009, 13h44

Fonte: Reuters News

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Crise ainda impacta, mas Itaú Unibanco enxerga melhora

O Itaú Unibanco voltou a acusar os efeitos da crise nos resultados do terceiro trimestre, mas o lucro acima do esperado e as perspectivas animadoras animaram analistas do setor.

O maior banco privado brasileiro, criado há exatos 12 meses com a fusão entre Itaú e Unibanco, teve pouco a celebrar nesta terça-feira, ao reportar que teve no terceiro trimestre um lucro líquido de R$ 2,268 bilhões, número 11% menor do que o resultado proforma de igual intervalo de 2008.

Além disso, a carteira de crédito do grupo cresceu apenas 5,5% na comparação anual, para R$ 268,693 bilhões, desempenho prejudicado pelo efeito da valorização do real nas operações nominadas em moeda estrangeira.

Por fim, a instituição ainda amargou o quarto trimestre seguido de alta na inadimplência, medida pelo índice de operações vencidas com mais de 90 dias, que atingiu 5,9%, ante 3,8% um ano antes.

Para o banco e os analistas do setor, entretanto, o mais importante é a percepção de melhora dos resultados daqui para frente, com base nas projeções de crescimento econômico.

"A perspectiva é que a inadimplência se estabilize ou caia a partir do quarto trimestre", disse o diretor-executivo de Controladoria, Silvio de Carvalho, em teleconferência, afirmando que o pior momento pode já ter passado.

A previsão do banco é de que o índice recue para cerca de 4,5% em 2010. Essa foi uma das razões que o levou, no terceiro trimestre, a reduzir em 7,1% o volume de provisões para perdas esperadas com crédito em relação a junho.

Ao mesmo tempo, o Itaú Unibanco previu para o próximo ano uma expansão mais vigorosa dos financiamentos, algo entre 20% e 25%, com destaque para as carteiras de crédito imobiliário, de pequena e médias empresas e de varejo. A previsão para este ano é de expansão de 12%.

"(Vemos) um movimento de recuperação, que será melhor observado no quarto trimestre, quando a instituição deverá apresentar inadimplência mais controlada, retomada do crédito mais expressiva e melhor aproveitamento das sinergias com a migração das agências", disse a Ativa Corretora em relatório.

Com esse cenário à frente, o grupo poderia voltar a exibir margens melhores de rentabilidade, segundo João Augusto Frota Salles, economista da consultoria Lopes Filho.

A instituição fechou o terceiro trimestre com rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) de 18,9% ante 23,3% um ano antes. Em bases recorrentes, o ROE foi de 22,4%, ante 24,5%.

"O ROE poderia voltar a uns 25%", disse Salles. Diante dessa avaliação, às 13h31, a ação do banco tinha alta de 2,33% na bolsa paulista, enquanto o Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, recuava 0,05%.

SinergiasS
De acordo com Carvalho, em 2010 o grupo deve concluir o processo de unificação das agências, convertendo para Itaú todas as cerca de mil unidades que hoje atendem sob a marca Unibanco.

Para a Ativa Corretora, já no terceiro trimestre a obtenção dos ganhos de sinergia com a fusão foi um dos destaques positivos, o que refletiu no índice de eficiência do grupo.

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