Quarta, 21 de outubro de 2009, 18h44
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Fonte: Redação Terra
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Política monetária
Copom mantém juro a 8,75% pela 2ª reunião seguida
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) terminou nesta quarta-feira sua sétima e penúltima reunião do ano e decidiu pela manutenção do juro básico do País (Selic) a 8,75% ao ano. O menor patamar desde a criação da taxa em 1999 foi estabelecido em julho e também mantido na reunião de setembro. A decisão foi unânime e sem viés (de alta ou de baixa).
"Levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica", informou o órgão em nota.
A decisão corresponde à expectativa do mercado, que aguarda agora alguma sinalização de quando deve começar um ciclo de elevação da Selic. O BC usa a Selic para controlar a inflação e cabe à autoridade monetária perseguir a meta de 4,5% para 2009 e 2010.
Na primeira reunião do Copom do ano, em janeiro, a Selic foi reduzida de 13,75% ao ano para 12,75% ao ano. Em março, caiu para 11,25% ao ano, com nova redução em abril para 10,25%.
Em junho houve um novo corte de 1 ponto percentual para 9,25% ao ano e em julho o comitê reduziu o ritmo, com uma queda de 0,5 ponto percentual para 8,75% ao ano. Em setembro, o Copom decidiu pela manutenção dos juros básicos, assim como na reunião encerrada nesta quarta-feira.
Na ata da última reunião, o BC avaliou que o efeito das reduções de juro sobre atividade econômica e sobre os preços precisavam ser avaliadas, para garantir a manutenção da inflação na meta até 2011, ressaltando que a melhora da atividade econômica reduziu a previsão de inflação neste ano, mas elevou a do próximo.
A taxa básica remunera os títulos públicos depositados do Serviço Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de parâmetro para o custo do dinheiro nas operações de empréstimo entre bancos. Por consequência, também influencia a taxa cobrada dos consumidores que pegam dinheiro de instituições financeiras.
Quanto menor a Selic, mais interessante para os bancos é emprestar ao consumidor e esperar o recebimento de juros maiores, do que comprar títulos do governo, que são garantidos, mas pagam menos. Atualmente a média de juro para pessoa física é de 125,47% ao ano, segundo levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
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