Quarta, 21 de outubro de 2009, 18h03
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Fonte: Redação Terra
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Mercado financeiro
Bovespa reduz alta por Bolsa de NY, mas fecha no azul
Atualizada às 19h03
Apenas um dia depois, o choque com a criação de um pedágio para estrangeiro perdeu força, voltando a prevalecer na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) o efeito da combinação de alta das commodities e otimismo para 2010. Montando na alta das gigantes Petrobras e Vale, o Ibovespa, principal índice do mercado, subiu 0,28%, a 65.487 pontos. O giro financeiro da sessão totalizou R$ 8,08 bilhões.
Nos minutos finais da sessão, a forte reversão para baixo nas bolsas de Wall Street dispersou a maior parte dos ganhos do Ibovespa, que chegou a subir 2,84% na máxima do dia.
Dois fatores principais reavivaram o fluxo de recursos para o mercado acionário doméstico, segundo especialistas. Um deles foi a percepção de que o efeito da cobrança de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) dos investimentos externos, instituída esta semana, será mais limitado do que se imaginava inicialmente.
Especialmente devido a brechas que permitem aos investidores escapar da taxação, como em operações de day trade (compra e venda no mesmo dia) ou em tipos específicos de transações envolvendo ações e ADRs (certificados de ações de empresas estrangeiras negociadas na Bolsa de NY).
"Além disso, para quem entra aqui com expectativa de ganho de 30, 40%, essa taxa não faz diferença nenhuma na decisão de investimento", disse um operador, sob a condição de anonimato.
Outro fator de otimismo com o mercado doméstico foi a alta das commodities, setor que referencia o desempenho das ações responsáveis por mais de metade da composição do Ibovespa.
Em uma frente, a queda acima do esperado nos estoques de gasolina nos Estados Unidos impulsionou a cotação do barril do petróleo para cima dos US$ 80, empurrando indiretamente a ação preferencial da Petrobras para um avanço de 0,55%, a R$ 36,70.
Em outra, expectativas de que a China, maior importadora mundial de minério, divulgue na madrugada de quinta-feira um crescimento vigoroso do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, ampararam a valorização dos preços das ações de empresas ligadas a metais.
"Tem um a expectativa boa de vários bancos internacionais para a performance de empresas do setor", disse Felipe Casotti, gestor de renda variável da Máxima Asset Management.
Um dos papéis que mais absorveu essa perspectiva animadora foi o preferencial da Vale, com avanço de 0,67%, a R$ 40,77. O papel teve o preço-alvo elevado pela Bradesco Corretora, em relatório liberado pela manhã.
Outra ação que subiu na esteira de comentários de analistas foi CSN, crescendo 3,6%, para R$ 63,50.
O Goldman Sachs elevou a recomendação do papel para compra, enquanto o Barclays reforçou esta posição, ao revisar para cima as projeções de ganhos do papel.
Com informações da Reuters.
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