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 CNI: uso da capacidade na indústria sobe a 80,1% em agosto
07 de outubro de 2009 • 12h11

Atualizada às 12h31

O uso da capacidade instalada na indústria brasileira aumentou pelo segundo mês consecutivo em agosto, para 80,1%, e o emprego teve a primeira alta desde setembro de 2008, mostraram dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira.

"A sequência de resultados favoráveis desses últimos meses já mostra que a indústria, alavancada pelo consumo interno, segue uma trajetória de recuperação que vem se fortalecendo nesses últimos meses", afirmou a jornalistas o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco.

O uso da capacidade instalada da indústria, indicador que aponta a capacidade das fábricas de responder a um aumento de demanda sem gerar pressão inflacionária, subiu a 80,1% em agosto, frente a 79,9% em julho e 79,6% em junho.

O indicador "trilha uma trajetória de recuperação na medida em que a atividade industrial segue um ritmo mais forte de crescimento", destacou a CNI em nota.

Na comparação com 2008, no entanto, a ociosidade do parque industrial permanece elevada. Em agosto do ano passado, o uso da capacidade instalada no setor estava em 82,7%.

O faturamento na indústria cresceu 1% frente a julho e o emprego teve alta de 0,7% no mesmo período, a primeira elevação em 10 meses.

Para a CNI, o dado do emprego mostra que o ajuste no mercado de trabalho da indústria, desencadeado pela crise global, "chegou ao fim".

"Nossa expectativa é de que o emprego agora seguirá em alta, mas não é possível dizer isso com certeza", acrescentou Castelo Branco.

Na comparação com 2008, as vendas industriais caíram 3,6% e o emprego, 4,5%.

As horas trabalhadas na indústria ainda não acompanharam a retomada das contratações e permaneceram em queda, mesmo na comparação mensal. A retração em agosto foi de 0,2%

frente a julho e de 9,9% na comparação com o mesmo mês de 2008.

Castelo Branco afirmou que esse descasamento surpreendeu, uma vez que normalmente as empresas aumentam as horas trabalhadas dos funcionários antes de promover novas contratações.

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