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Sábado, 29 de agosto de 2009, 16h00

Fonte: Redação Terra

Empresas

Confira como abrir seu próprio negócio com zero de "entrada"

A busca de muitos brasileiros por independência no trabalho, sendo o dono do próprio negócio, muitas vezes esbarra na falta de conhecimento sobre as oportunidades existentes no mercado. Um desses nichos é o de franquias, onde o empreendedor escolhe uma rede da qual pretende abrir uma loja e conta com auxílio do franqueador para que o negócio tenha sucesso. O Terra selecionou oportunidades neste setor com "entrada" (investimento inicial) a partir de zero real. Especialistas também dão dicas para que o negócio comece da forma certa.

Para Ricardo Camargo, diretor executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), a maioria dos cuidados na abertura de uma franquia são os convencionais na abertura de qualquer negócio. No entanto, por conta do maior apoio dos franqueadores, a taxa de mortalidade geralmente é menor.

"O risco de insucesso é muito menor, porque existe todo um plano, uma estrutura por trás disso e um modelo que já está testado", diz Filomena Garcia, sócia-diretora da consultoria Franchise Store.

Camargo explica que o investimento inicial, geralmente apontado pelas franquias para que o interessado tenha uma ideia dos valores envolvidos, engloba taxa de franquia, capital para instalação e capital de giro. "Quando é franquia zero, normalmente se trata de um negócio de prestação de serviços ou home base, que é operado em casa. Mas isso não significa que não existam custos adicionais, como reformas e aluguel do ponto ou o custo do mobiliário da loja".

Já a diferença entre os valores do investimento inicial também se refere à natureza do empreendimento desejado pelo futuro franqueado. O diretor da ABF diz que, em alguns casos, os valores mais altos podem se tratar de uma franquia master, com representação em um Estado ou região. Em outros, pode ser referente a uma loja completa ou um quiosque.

"Sempre quando ela (a pessoa interessada) vê esses valores discrepantes, ela tem que pegar uma rede concorrente e ver os valores que ela cobra. E procurar os demais franqueados para saber o que custou exatamente o investimento (naquela franquia). O importante é que o franqueado saiba o nível de investimento que ele vai poder fazer e que tipo de negócio ele está fazendo", diz.

Camargo destaca que é necessário que o interessado procure um ramo onde ele tem afinidade. Outra dica é na escolha do ponto comercial. Segundo ele, o ideal é analisar o perfil do público consumidor do negócio antes de escolher onde instalá-lo. "Se é um produto (classes) A e B, precisa ser um ponto adequado. Se é (classes) C e D, é necessário escolher um lugar com esse perfil", afirma.

Ele também diz que o ideal é que 50% do investimento inicial seja do próprio empreendedor. "No máximo que ele contraia um financiamento de 60% do investimento inicial", diz. O fato de as franquias terem mortalidade menor que negócios "comuns" também ajuda nesta hora. O diretor executivo da ABF conta que Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banco do Nordeste têm linhas de crédito específicas para este tipo de negócio, com taxas de juros reduzidas.

No entanto, afirma Filomena Garcia, apesar das vantagens na obtenção do financiamento, é necessário que a pessoa tenha de forma "clara" o valor que ele dispõe para investir e procure assim algo que se adéque a suas possibilidades. "É importante que isso (o valor do investimento) fique bem claro, considerando capital de giro, taxas, reforma do ponto etc. Para não dar um passo maior do que a perna", explica.

Para ela, outra providência que o interessado precisa tomar é conhecer o seu perfil. "Ele tem que entender um pouco o seu perfil, as áreas de afinidade que ele tem, onde ele obteve mais sucesso, se em gestão ou na área comercial", diz ela.

Mesmo assim, ela recomenda que o franqueado tenha um pouco de empreendedor e de gestor para ter sucesso em sua empreitada. "(O interessado) tem que ser empreendedor, mas tem que ter perfil de gestor também. Parte do trabalho vem pronta, mas parte você vai ter que fazer na sua cidade", explica.

Para melhor entender o seu perfil, tanto o diretor executivo da ABF quanto a sócia diretora da Franchise Store recomendam testes elaborados e aplicados pelos postos do Sebrae e que podem ajudar a pessoa a entender melhor qual tipo de negócio é mais indicado.

Outra dica importante dada pelos especialistas é uma boa conversa com os outros franqueados da marca que se está interessado. Segundo eles, isso é importante para entender o grau de satisfação e também que tipo de auxílio é dado para o estabelecimento do negócio.

"Não dá para se fascinar só pelo anúncio do franqueador. É necessário que ele (o interessado) se intere de todos os detalhes envolvidos", aponta Camargo.

Entre esses detalhes estão os custos anuais que serão cobrados no pós-abertura da franquia. Segundo o diretor executivo da ABF, eles incluem uma taxa de marketing e o pagamento de royalties pelo uso da marca, que podem variar entre 1% e 5% do faturamento da loja. "Mas é necessário pesquisar, pois nem todos cobram isso", completa.

» Confira as oportunidades de franquias

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