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Quinta, 25 de junho de 2009, 16h59

Fonte: Redação Terra

Empresas

Multinacional de cosméticos é condenada por racismo

Atualizada às 19h32

A empresa de cosméticos francesa L'Oréal foi condenada pela suprema corte do país a pagar uma multa de 60 mil euros (R$ 164 mil) por discriminação racial. Segundo o jornal The Times, a Justiça considerou que companhia assumiu que mulheres negras, árabes e asiáticas não eram "dignas" de promover seu xampu.

A Justiça francesa julgou que a L'Oréal procurou um grupo de mulheres brancas para promover o Fructis Style, da Garnier, divisão de produtos de beleza da empresa. Segundo o jornal, as promotoras de vendas para o produto pretendidas pela empresa deveriam ser BBR - bleu, blanc, rouge (azul, branco e vermelho), as cores da bandeira do país e um código do mercado de trabalho local para "franceses brancos nascidos de pais franceses brancos".

La Cour de Cassation, o equivalente ao Supremo Tribunal Federal brasileiro, considerou que a exigência infringiu a lei trabalhista francesa e manteve uma decisão do tribunal de apelações de Paris, tomada em 2007.

A derrota é mais uma mancha na imagem do maior fabricante de cosméticos do mundo, disse o The Times. A empresa gastou milhões de dólares em propagandas com estrelas como Andie MacDowell, Eva Longoria, Penélope Cruz e Claudia Schiffer, informou a reportagem.

A L'Oréal também teve sua imagem arranhada no ano passado quando seus executivos foram forçados a negar que a empresa tinha deixado mais branca a cantora americana negra Beyoncé Knowles.

Com a condenação, a L'Oréal e a Adecco (agência de recrutamento usada na ocasião) terão que pagar, cada uma, 30 mil euros (R$ 82 mil) de multa e doar outros 30 mil euros, cada uma, para a organização SOS Racisme, que combate a discriminação racial na França.

Em nota enviada ao jornal, a L'Oréal expressou "desapontamento" com a decisão e a Adecco se recusou a fazer comentários. A filial brasileira da empresa diz reconhecer a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Francês e manifesta a sua decepção com o resultado da sentença. A companhia afirmou, contudo, que "continua a rejeitar as acusações de discriminação".

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