Segunda, 13 de abril de 2009, 11h26
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Fonte: Redação Terra
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Economia nacional
Presidente do BC afirma que juro pode cair ainda mais
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, defendeu na manhã desta segunda-feira, em São Paulo, a política monetária praticada pela instituição. Segundo ele, a taxa básica de juros no País está no menor nível da história e pode cair ainda mais. No entanto, ele disse que a demanda interna do Brasil não sofreu nos últimos anos por conta dos juros praticados pelo BC.
Em sua última reunião, realizada em março, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a taxa básica de juros (Selic) foi reduzida em 1,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano. Segundo analistas de mercado consultados pela instituição no boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, a previsão é que o indicador termine o ano abaixo dos dois dígitos, a 9,25% ao ano.
"Uma economia em que a demanda doméstica cresce a 9,3% (ao ano) não é segura (reprimida) pelo Banco Central, o Banco Central não é excessivamente conservador. (...) Não há dúvidas que o Brasil tem tido taxas (básicas de juros) elevadas. Mas as taxas têm caído e hoje estão no menor nível da história", disse ele.
Em um discurso positivo, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Meirelles procurou tranqüilizar a platéia de empresários, dizendo que não apenas a economia brasileira, mas sim a mundial, começa a se recuperar da crise.
Como exemplo, o presidente do BC citou o setor automotivo, que voltou a produzir e a vender em níveis pré-crise, e o supermercadista, que não sentiu baixa na sua demanda. Meirelles disse ainda estar confiante de que o Brasil sairá da crise um pouco antes dos demais países.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, por sua vez, criticou os bancos e disse que é preciso pressionar pela oferta de crédito. "Se em épocas favoráveis já é difícil que emprestem, não será em época de crise que podemos contar com os bancos", disse.
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