Quarta, 11 de fevereiro de 2009, 12h26
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Fonte: Redação Terra
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Economia nacional
Crise afetou mais ricos que pobres no Brasil, aponta FGV
Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro
Especial para o Terra
A crise econômica mundial prejudicou mais a classe rica do que a camada mais pobre da população brasileira, afirmou, nesta quarta-feira, o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marcelo Neri, durante a apresentação do estudo "Crônicas de uma crise anunciada: choques externos e a nova classe média".
Segundo a pesquisa da FGV, a quantidade de pessoas que deixaram a linha da pobreza extrema continuou aumentando durante os últimos três meses do ano passado, enquanto houve uma ligeira queda na quantidade de pessoas que pertencem às classes A e B.
"A crise atingiu os mais ricos e não afetou a ascenção dos mais pobres. É uma crise contra os ricos e pró-pobres", disse Neri.
De acordo com o estudo, em setembro de 2008, no início da fase mais aguda da crise, a classe E correspondia a 17,9% da população e, em dezembro, a 17,68%, o que representa uma queda de 1,23%. De dezembro de 2007 a dezembro de 2008, houve diminuição de 8,01% no contingente de pessoas nesta classe.
Já as classes A e B, em setembro de 2008, correspondiam a 15,43% da população brasileira e, em dezembro a 15,33%, uma redução de 0,65%. No entanto, no balanço do ano passado (de dezembro de 2007 a dezembro de 2008), estas classes tiveram aumento de 3,86% em seu contingente, apontou o levantamento.
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