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Quarta, 10 de dezembro de 2008, 21h22

Fonte: Redação Terra

Política monetária

Copom mantém taxa de juros em 13,75% ao ano

Atualizada às 22h17

O Comitê do Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira. É a segunda reunião seguida em que o Copom decide por manter a taxa em 13,75%.

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Em nota, o Copom afirmou que chegou a discutir a possibilidade de reduzir a taxa básica de juros "já nesta reunião", mas decidiu por unanimidade pela manutenção, sem viés.

O comunicado do Copom ainda diz que "o comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário prospectivo para a inflação com vistas a definir tempestivamente os próximos passos de sua estratégia de política monetária".

Antes das duas decisões para manter a taxa em 13,75%, o Copom havia anunciado quatro altas consecutivas na Selic, justificadas pela alta da inflação. Com a decisão, o Brasil manteve a maior taxa real de juros do mundo, com 7,85%. O número é resultado da taxa básica, descontada a inflação.

Pesquisa da Reuters feita na semana passada mostrou que, de 25 analistas consultados, 24 esperavam que o BC mantivesse a Selic.

"Provavelmente o que motivou essa discussão (de corte de juro) foram os vários sinais de que a atividade está desaquecendo. Projetamos retração (do PIB) de 1% neste quarto trimestre e de 0,5% no primeiro trimestre de 2009, o que é uma recessão técnica", disse o economista-chefe do Banco Real Asset Management, Hugo Penteado.

Joel Bogdanski, consultor de análise econômica do Itaú, concordou com a decisão do Copom. "É o que deviam fazer. A inflação ainda está muito alta. A demanda estava extremamente aquecida.

"Embora as coisas tenham piorado de forma muito rápida, o Copom vinha numa trajetória de aperto monetário que foi interrompida pela crise. Ainda não está claro para o Copom de que estamos entrando num processo recessivo. Mas o sinal (de que pode começar a cortar juro) já foi dado", completou o executivo.

Cenário
A avaliação é que, dada a volatilidade em meio à crise financeira global, as perspectivas para o crescimento e para o câmbio no Brasil ainda são incertas e o BC optaria por ganhar mais tempo para avaliar o cenário.

O Produto Interno Bruto (PIB) do País cresceu 6,8% no terceiro trimestre frente a 2007, bem acima das expectativas do mercado. Dados mais recentes da indústria e do emprego, no entanto, já sinalizam um claro desaquecimento da atividade.

A inflação também surpreendeu com desaceleração em novembro, mas a escalada do dólar alimenta temores sobre o comportamento futuro dos preços.

A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 20 e 21 de janeiro.

Com informações da Reuters e BBC Brasil.

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