Segunda, 24 de novembro de 2008, 17h27
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Fonte: Redação Terra
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Economia nacional
Mantega diz que concessão de crédito diminuiu em outubro
Atualizada às 18h58
Laryssa Borges
Direto de Brasília
O ministro da Fazenda, Guido Mantega antecipou nesta segunda-feira, em Brasília, os dados que serão divulgados somente amanhã pelo Banco Central e disse que o crédito dimuniu no Brasil em outubro na comparação com setembro. Contudo, a concessão de empréstimos em novembro aumentou em relação a outubro.
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"Em outubro houve queda do crédito, porém em novembro deve ter reconstituição desses dados que devem ser anunciados amanhã. Isso não quer dizer que houve normalização. O segmento de médios e pequenos bancos não voltaram ao mercado e uma parte do comércio está comprometida. Eu diria que o crédito está operando com 80% (do valor concedido) de antes da crise."
Mesmo com a melhora do cenário interno, Mantega avaliou que ainda há problemas em relação a pequenos e médios bancos e que há possibilidade de o governo eventualmente cortar despesas de custeio, mas não investimentos e projetos de infra-estrutura.
"Isso não quer dizer que estamos em normalidade. O setor de bancos médios e pequenos não voltou a atuar no mercado", comentou. "A prioridade do presidente é manter os projetos de investimento em curso porque já é política anti-cíclica. Não vamos reduzir e interromper. Se tivermos que fazer algum ajuste, se eventualmente houver queda de arrecadação, faremos no custeio, em despesas que não são fundamentais e essenciais".
Mantega voltou a dizer que acredita no mercado consumidor interno do Brasil para compensar a desaceleração econômica em virtude da crise. O ministro afirmou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi uma medida anticíclica antecipada.
O ministro afirmou que o governo acelerou o crescimento, fortaleceu as bases econômicas e também o mercado interno. "Este é outro ponto que distingue o Brasil dos outros países. Um mercado interno forte faz toda diferença numa crise como essa", afirmou.
Segundo Mantega, o governo tomará todas as medidas necessárias para que o Brasil cresça 4%
no ano que vem. "A crise já está afetando a economia real nos Estados Unidos e na União Européia. No caso do Brasil vamos ter desaceleração do crescimento, porém mantendo taxas positivas. O governo tomará as medidas necessárias para atingir a meta de crescimento de 4% em 2009", disse.
De acordo com o chefe da Fazenda, as exportações brasileiras tiveram aumento na última quinzena. "Temos que esperar essa arrumação com a crise, mas o Brasil possui indústria diversificada e agora um câmbio favorável. O cenário não é tão ruim quanto pintam", explicou.
No relato da reunião interministerial com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Mantega afirmou que o presidente está preocupado com o "vácuo de poder" nos EUA, já que a crise internacional pode exigir novas medidas rápidas. Além disso, Lula ressaltou que vê o Brasil menos "vulnerável".
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