Quinta, 20 de novembro de 2008, 18h56
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Fonte: AFP

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Economia Internacional
EUA: não há plano viável para montadoras, diz senador
O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, afirmou nesta quinta-feira que não existe por enquanto nenhum plano para ajudar o setor automobilístico, pouco depois de senadores republicanos e democratas terem anunciado um acordo sobre um plano de resgate.
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"Trabalhamos duro para chegar a um consenso, e ninguém se esforçou mais que os senadores do Michigan (Estado onde ficam várias usinas de produção de carros). Eles prepararam um acordo suprapartidário, mas infelizmente a triste realidade é que nenhum plano ainda foi concebido para ser aprovado pela Câmara dos Representantes e pelo Senado, e enviado ao presidente em seguida", declarou Harry Reid nesta quinta-feira durante uma entrevista coletiva no Capitólio.
Ele ressaltou que os presidentes das três grandes montadoras americanas (Ford, General Motors e Chrysler) terão outra oportunidade para apresentar propostas para o setor, e disse que o Congresso poderá estudar novamente a questão em dezembro.
Reid explicou que os líderes democratas decidiram "dar às empresas do setor automobilístico outra oportunidade para apresentar suas propostas, tanto ao Congresso como aos americanos".
"Pedimos que eles apresentem um plano ao Congresso, ao mais tardar no dia 2 de dezembro", acrescentou.
Os democratas pretendem em seguida voltar ao plenário para "ajudar a indústria automobilística" na semana de 8 de dezembro. No entanto, as condições impostas pelos líderes democratas são a "viabilidade" e a "responsabilidade".
Segundo Reid, estas condições ainda não estão reunidas. "Não queremos organizar votações fadadas ao fracasso", justificou.
Para Barney Frank, o presidente da comissão dos serviços financeiros da Câmara dos deputados, "é muito importante que avancemos, mas devido ao contexto atual temos que fazê-lo de forma muito prudente".
Por sua vez, o líder da maioria democrata na Câmara dos Representantes, Steny Hoyer, disse que as duas semanas suplementares de negociações permitirão "construir um consenso".
Em paralelo, quatro parlamentares procedentes dos estados dependentes da indústria automobilística trataram de promover seu trabalho.
"Chegamos a um acordo sobre uma posição que vai além dos conflitos partidários, baseada em empréstimos de até US$ 25 bilhões para o setor automobilístico", declarou um deles, o senador democrata Carl Levin, do Michigan (norte dos EUA). Entretanto, este plano parece estar fadado ao fracasso, como deram a entender os líderes democratas.
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