Terça, 18 de novembro de 2008, 9h08
|
  |
Fonte: Redação Terra
|
Indicadores
IBGE: vendas do varejo crescem 9,4% em setembro
Atualizada às 10h09
Daniel Gonçalves
Especial para o Terra
Direto do Rio de Janeiro
O comércio varejista brasileiro registrou, em setembro, alta de 9,4% para o volume de vendas e de 15,7% para a receita nominal na comparação com o mesmo mês de 2007, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mês anterior (agosto), o crescimento foi de 1,2% e 1,3% para vendas e receita, respectivamente.
» Confira mais notícias sobre Economia
O aumento com relação ao mês anterior foi o sétimo seguido neste tipo de comparação, apontou o orgão. No ano, o volume e a receita de vendas acumulam, respectivamente, crescimento de 8% e 13,3%.
Já no acumulado do ano (janeiro-setembro), em comparação com o mesmo período de 2007, houve aumento de 10,4% para o volume de vendas e, para a receita nominal, esta alta foi de 16,3%, informou o instituto.
Segundo o estudo, nos últimos 12 meses, a alta foi de 10,3% no volume de vendas e de 15,6% na receita nominal. "Para o volume de vendas, na série com ajuste sazonal, todas as dez atividades pesquisadas tiveram crescimento em setembro, na comparação com agosto", apontou o IBGE em comunicado.
De acordo com o economista Reinaldo Silva Pereira, da coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, o comércio se beneficiou, até setembro, por conta do não reflexo do aumento dos juros no setor.
"Não teve reflexos no varejo o aumento da taxa de juros. Até setembro a economia vem bem. Não tivemos influência da crise. Temos que esperar outubro para ver como a crise vai afetar este indicador", afirmou ele.
"O governo está estimulando o mercado interno e o consumo para combater a crise. No futuro vai dar para medir se está surtindo efeito", completou.
Segundo o levantamento, os destaques positivos foram equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,9%); veículos e motos, partes e peças (5,5%); móveis e eletrodomésticos (3,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,9%); tecidos, vestuário e calçados (2,8%); livros, jornais, revistas e papelaria (2,2%).
Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Redação Terra.