Sexta, 10 de outubro de 2008, 20h51
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Fonte: AFP

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Economia Internacional
G7 promete medidas para evitar falência de instituições
Atualizada às 20h20
O grupo dos sete países mais industrializados (G7) adotou nesta sexta-feira, em Washington, um "plano de ação" para combater a crise financeira mundial, que emprega "todas as ferramentas disponíveis" para apoiar as principais instituições e evitar sua falência.
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"O G7 concorda que a atual situação exige uma ação urgente e excepcional", destaca um comunicado do Tesouro dos Estados Unidos.
"Nos comprometemos a prosseguir trabalhando juntos para estabilizar os mercados financeiros, restaurar o fluxo de crédito e apoiar o crescimento econômico global".
O projeto prevê a adoção de "todas as medidas necessárias para desbloquear o crédito e os mercados monetários" para que os bancos tenham amplo acesso à liquidez.
O plano pretende utilizar "todos os instrumentos à disposição" para impedir a quebra dos principais bancos, cuja falência teria repercussões sobre todo o sistema financeiro.
O G7 também se comprometeu a fazer o necessário para desbloquear o mercado de crédito hipotecário e destaca a necessidade de se conceder aos bancos a capacidade de elevar seu capital junto aos setores público e privado, visando restabelecer a confiança.
Confira a íntegra do comunicado do G7:
O G7 concordou hoje que a atual situação pede por ações ugentes e excepcionais. Nós nos comprometemos a continuar trabalhando junto para establilizar os mercados financeiros e restaurar o fluxo de crédito e dar suporte ao crescimento econômico global. Nós concordamos em:
1. Tomar ações decisivas e usar todas as ferramentas para dar suporte às instituições financeiras de importância sistêmica e previnir a falência das mesmas.
2. Tomar todos os passos necessários para descongelar os mercados de crédito e os mercados abertos e assegurar que os bancos e outras instituições financeiras consigam amplo acesso a liquidez e financiamentos.
3. Assegurar que nossos bancos e outros grandes intermediários financeiros possam levantar capital de fontes públicas e privadas, em quantias suficientes para reestabilizar a confiança e permitir que eles continuem financiando consumidores e empresas.
4. Assegurar que nossos respectivos programas nacionais de seguros e garantias de dépositos mantenham-se robustos e consistentes de tal forma que nossos depositantes varejistas continuem confiantes com a segurança de seus depósitos.
5. Tomar ações, apropriadamente, para impulsionar os mercados secundários de hipotecas e outros ativos de securitização. Avaliações precisas e divulgações transparentes de ativos e implementações consistentes de padrões contábeis de alta qualidade são necessários.
As ações serão tomadas de forma a proteger os contribuintes e evitar efeitos danosos potenciais em outros países. Nós iremos usar as ferramentas políticas conforme a necessidade e apropriadamente. Nós apoiamos fortemente o papel crítico do FMI em dar assistência aos países afetados pela crise. Nós iremos acelerar a total implementação das recomendações do Fórum de Estabiliade Financeira e nós estamos comprometidos para pressionar as necessárias reformas do sistema financeiro. Nós
iremos fortalecer ainda mais nossa cooperação e trabalharemos com outros para executar este plano.
Com informações da Reuters.
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