Sexta, 10 de outubro de 2008, 12h47
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Fonte: Redação Terra
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Economia nacional
Lula: governo vai trabalhar para garantir crédito a empresas
Laryssa Borges e Marina Mello
Direto de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que, diante da crise financeira dos Estados Unidos, o governo vai trabalhar para que as empresas brasileiras tenham os recursos necessários para enfrentar as turbulências externas. O presidente não deu detalhes de como essas medidas poderiam ser viabilizadas, mas voltou a afastar a hipótese da edição de um pacote econômico.
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"Vamos trabalhar para ajudar as empresas brasileiras a ter um empréstimo necessário que precisar. Estamos trabalhando fortemente para isso", afirmou Lula ao conceder entrevista ao portal Terra e a veículos de Internet convidados.
"Eu tenho evitado trabalhar com pacote, tenho dito ao Guido (Mantega, ministro da Fazenda) e ao Meirelles (Henrique Meirelles, presidente do Banco Central) que (por causa de) pacote atrás de pacote esse País já quebrou a cara muitas vezes", disse o presidente.
"Então eu prefiro ir tomando as medidas pontuais e na hora que for necessário, porque não é porque o médico fala que você tem que tomar vinte injeções que você vai tomar vinte de uma vez. Toma uma de cada vez aí você vai se curar melhor do que tomando todas de uma vez. Portanto comigo não tem pacote, comigo será medidas na medida em que forem necessárias tomar medidas", completou ele.
Assim como na iniciativa privada, o presidente observou que os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), projetos de infra-estrutura e programas de combate à pobreza estarão mantidos independentemente dos efeitos da crise no País.
"No Brasil nós não temos nenhum grande projeto que sofreu qualquer arranhão. A decisão do governo é de manter todas as obras do PAC, é de manter todas as obras de infra-estrutura, que nós já assumimos compromisso. Algumas já estão com financiamento pronto, algumas já estão contratadas, outras já estão em andamento", comentou Lula.
Mesmo adotando um tom de cautela em relação à crise, o presidente disse esperar que no Natal haja um forte consumo por parte dos brasileiros e observou que não deve haver restrições para compras.
"Continuo otimista que nós vamos ter um Natal extraordinário no Brasil. Até porque embora o Brasil esteja vivo e participando da economia global, a crise não chega no mesmo tamanho em todos os países do mundo. O emprego continua crescendo. Essa crise, embora seja uma crise que nós estamos acompanhando com lupa, e uma crise muito maior que todas as outras crises que aconteceram, seja a russa, seja a asiática, seja a do México, a verdade é que o Brasil está mais preparado", comentou.
"Acho que todos nós precisamos nos preparar para comprar tudo aquilo que a gente sonha em comprar no Natal e torcer para que o Ano Novo seja infinitamente melhor", avaliou o presidente.
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