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Quinta, 9 de outubro de 2008, 16h44

Fonte: AFP

Empresas

Após rejeitar acordo, Equador assumirá obras da Odebrecht

O Equador assumirá de forma definitiva os projetos que estavam a cargo da construtora brasileira Odebrecht, depois de descartar um possível acordo com a empresa, que apesar de sua decisão de compensar os danos em uma das obras deverá deixar o país, informou nesta quinta-feira o governo.

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"Já tomamos uma decisão, a de assumir uma responsabilidade total como governo e equatorianos de tudo o que esteja relacionado à Odebrecht", disse o ministro coordenador de Áreas Estratégicas, Galo Borja, à rede Teleamazonas.

O governo equatoriano ordenou no final de setembro o confisco dos bens da empresa e a militarização das obras das quais ficou encarregado, porque a Odebrecht havia se recusado a pagar uma indenização pelos danos que causaram a paralisação da hidrelétrica San Francisco, a segunda maior do país.

Junto a esse caso o Executivo avalia a possível nacionalização dos poços de petróleo que a Petrobras explora (com 32.000 barris diários) diante de sua rejeição em modificar seu contrato.

A Odebrecht tinha sob sua responsabilidade projetos como o de uma nova hidrelétrica (por US$ 458 milhões), de um sistema de irrigação e de um aeroporto na cidade amazônica de Tena.

A empresa havia anunciado sua intenção de pagar as compensações e aceitar as condições do Equador, mas as autoridades "encontraram irregularidades por todos os lados", o que torna inviável a sua permanência no país, segundo o ministro.

"Está nos tratando como um país de última categoria e não podemos permitir isso", disse Borja, que não acha que a questão possa afetar as relações com o governo brasileiro.

"A Odebrecht tem prestígio mundial, mas conosco agiu muito mal (...) Qualquer presidente ou empresa se daria conta de que eles não atuaram bem", acrescentou.

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