Terça, 7 de outubro de 2008, 17h13
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Fonte: Reuters News

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Empresas
Lula diz que Petrobras pode deixar o Equador
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, em Angra dos Reis, que a Petrobras poderá deixar o Equador se não houver um acordo entre a empresa e o governo do país sobre o modelo de atuação da companhia.
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O presidente do Equador, Rafael Correa, que acabou de conseguir poderes suplementares com a aprovação de uma nova Constituição, tem procurado fortalecer o domínio público das áreas e estruturas de exploração de hidrocarbonetos.
Correa ameaçou no sábado nacionalizar companhias petrolíferas privadas, expulsando-as, caso não aumentem a produção nas áreas concessionadas.
Ele também ameaçou a Petrobras com expulsão, caso a empresa brasileira demore a passar para o Estado o bloco 31, localizado nas imediações do Parque Nacional Yasuní.
"Chegamos a um bom acordo e estão demorando. Se demoram muito, nacionalizo e saem do país", disse Correa no sábado.
Questionado sobre o problema durante evento em Angra para inauguração de uma plataforma da Petrobras, Lula disse que a questão era simples.
"Se tiver acordo, ótimo. Se não tiver acordo, a Petrobras vai procurar outro caminho e o Equador vai encontrar outros parceiros", afirmou.
Desde 1997, a Petrobras já investiu US$ 430 milhões no Equador, e a previsão da empresa, segundo informação de seu site, é de que investiria mais US$ 300 milhões nos próximos anos.
Anteriormente, Lula havia afirmado que confiava em uma solução para eventuais divergências entre o Equador e a estatal brasileira.
"O Equador é um país que mantém uma relação extraordinária com o Brasil, e também uma relação histórica. Se acontecer um problema entre uma empresa brasileira e um país vizinho, nós vamos encontrar uma solução", disse ele em 24 de setembro, durante conversa com jornalistas em Nova York.
Gabrielli confia em acordo
Para o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, a Petrobras já tem um acordo "praticamente concluído" com o Equador, mas não admite se tornar uma prestadora de serviços naquele país.
"Estamos negociando com o governo do Equador. Não me consta que na mesa de negociações existam grandes problemas", afirmou Gabrielli, após cerimônia de batismo da plataforma P-51, no estaleiro Brás-Fels, em Angra dos Reis.
Segundo Gabrielli, as negociações estão em pleno andamento entre a Petrobras, governo do Equador e agências reguladoras locais e não têm prazo para acabar.
Ele explicou que a empresa discute as diferenças de interpretação do que fazer com os blocos 18 e 31, adquiridos pela Petrobras no Equador.
"Nós já temos um acordo praticamente concluído e temos que resolver a situação do Oleoduto de Crudos Pesados (OCP) no norte do Equador", explicou sem dar detalhes.
O OCP transporta óleo da bacia do Oriente equatoriano até o Pacífico, e entrou em operação em 2004.
Ele evitou comentar declarações que têm sido feitas pelo presidente do Equador, Rafael Correa.
"As declarações me parecem mais de caráter político interno do Equador e não vou comentar", disse Gabrielli.
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