Brasil 23:24 HS - 9/2/2010  NotíciasAções

Dicionário

O que significa?

Escreva aqui o termo financeiro procurado.

Terça, 7 de outubro de 2008, 17h13

Fonte: Reuters News

Empresas

Lula diz que Petrobras pode deixar o Equador

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, em Angra dos Reis, que a Petrobras poderá deixar o Equador se não houver um acordo entre a empresa e o governo do país sobre o modelo de atuação da companhia.

» Equador: Correa ameaça expulsar Petrobras
» Odebrecht aceita acordo com Equador

O presidente do Equador, Rafael Correa, que acabou de conseguir poderes suplementares com a aprovação de uma nova Constituição, tem procurado fortalecer o domínio público das áreas e estruturas de exploração de hidrocarbonetos.

Correa ameaçou no sábado nacionalizar companhias petrolíferas privadas, expulsando-as, caso não aumentem a produção nas áreas concessionadas.

Ele também ameaçou a Petrobras com expulsão, caso a empresa brasileira demore a passar para o Estado o bloco 31, localizado nas imediações do Parque Nacional Yasuní.

"Chegamos a um bom acordo e estão demorando. Se demoram muito, nacionalizo e saem do país", disse Correa no sábado.

Questionado sobre o problema durante evento em Angra para inauguração de uma plataforma da Petrobras, Lula disse que a questão era simples.

"Se tiver acordo, ótimo. Se não tiver acordo, a Petrobras vai procurar outro caminho e o Equador vai encontrar outros parceiros", afirmou.

Desde 1997, a Petrobras já investiu US$ 430 milhões no Equador, e a previsão da empresa, segundo informação de seu site, é de que investiria mais US$ 300 milhões nos próximos anos.

Anteriormente, Lula havia afirmado que confiava em uma solução para eventuais divergências entre o Equador e a estatal brasileira.

"O Equador é um país que mantém uma relação extraordinária com o Brasil, e também uma relação histórica. Se acontecer um problema entre uma empresa brasileira e um país vizinho, nós vamos encontrar uma solução", disse ele em 24 de setembro, durante conversa com jornalistas em Nova York.

Gabrielli confia em acordo
Para o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, a Petrobras já tem um acordo "praticamente concluído" com o Equador, mas não admite se tornar uma prestadora de serviços naquele país.

"Estamos negociando com o governo do Equador. Não me consta que na mesa de negociações existam grandes problemas", afirmou Gabrielli, após cerimônia de batismo da plataforma P-51, no estaleiro Brás-Fels, em Angra dos Reis.

Segundo Gabrielli, as negociações estão em pleno andamento entre a Petrobras, governo do Equador e agências reguladoras locais e não têm prazo para acabar.

Ele explicou que a empresa discute as diferenças de interpretação do que fazer com os blocos 18 e 31, adquiridos pela Petrobras no Equador.

"Nós já temos um acordo praticamente concluído e temos que resolver a situação do Oleoduto de Crudos Pesados (OCP) no norte do Equador", explicou sem dar detalhes.

O OCP transporta óleo da bacia do Oriente equatoriano até o Pacífico, e entrou em operação em 2004.

Ele evitou comentar declarações que têm sido feitas pelo presidente do Equador, Rafael Correa.

"As declarações me parecem mais de caráter político interno do Equador e não vou comentar", disse Gabrielli.

Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Reuters News.



Instrumentos

Gráficos






Cotações

Ações

PETR4 32.240 +1.58%Noticias Relacionadas Gráficos

Conheça o Invertia em outros países | Faça do Invertia sua home | Página inicial | Fale conosco
Identifique-se | Cadastre-se
Condições de Uso | Política de Proteção de Dados © Copyright 2010, Terra Networks, S.A.

Nota:Todas as cotações são atualizadas a cada 20 minutos