Quarta, 1 de outubro de 2008, 17h58
|
  |
Fonte: Redação Terra
|
Empresas
Odebrecht aceita acordo com governo do Equador
A construtora Norberto Odebrecht afirmou, em nota oficial, nesta quarta-feira que aceitou os termos exigidos pelo governo do Equador para continuar a obra da usina hidrelétrica de São Francisco. Entre as exigências está a entrega a um fiel depositário do valor de US$ 43,8 milhões. O objetivo seria garantir responsabilidades que venham a ser atribuídas à construtora referentes a pagamento de multas por paralisação da central e devolução dos custos recebidos pela antecipação do prazo de entrega.
» Equador: Exército controla bens da Odebrecht
» Dilma: País deve ser pró-ativo na defesa da Odebrecht
Outros itens que terão de ser cumpridos pela Odebrecht são o pagamento dos gastos decorrentes dos trabalhos de correção dos problemas verificados no túnel e de alguns componentes eletromecânicos; extensão da garantia contra defeitos das obras civis por mais um ano; garantia de cinco anos para os reparos ora efetuados; e transferência à Hidropastaza, contratante da obra, da garantia adicional dos equipamentos.
O presidente equatoriano expulsou a Odebrecht do país no dia 23 de setembro e enviou militares para ocupar as obras da construtora avaliadas em US$ 800 milhões. O motivo da expulsão foram problemas técnicos na construção. Correa ameaçou ainda não pagar empréstimo de US$ 200 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que estava vinculado à obra.
Além da Odebrecht, fazem parte do consórcio que executa a obra a Alstom e a Va Tech.
Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Redação Terra.