Quarta, 13 de agosto de 2008, 18h40
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Fonte: Redação Terra
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Energia
Preço da gasolina cai 5,7% apesar de turbulência externa
Atualizada às 20h58
Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro
Apesar da turbulência dos preços do petróleo no cenário internacional, que levou o barril a atingir o recorde de US$ 147,27 em julho, o preço da gasolina no Brasil para o consumidor final caiu 5,7% no 1º semestre do ano na comparação com o mesmo período de 2007, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) divulgados nesta quarta-feira. O relátorio ainda aponta que o preço do álcool apresentou queda de 12,1% no mesmo período e o do gás natural veicular (GNV) aumentou 9,5%. Segundo o superintendente de abastecimento da ANP, Edson Silva, "o álcool está funcionando como âncora, puxando o preço da gasolina para baixo".
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Segundo o superintendente de abastecimento da ANP, Edson
Silva, é bem provável que até o final do ano o consumo total de
álcool no Brasil supere o volume de gasolina comercializada no País.
"Alguns fatores explicam esse aumento do consumo de álcool no Brasil. O principal deles é o fator preço", disse Silva. "Sem dúvida, isso é um reflexo do preço mais barato do álcool ao consumidor. A despeito do aumento da gasolina autorizado pelo governo neste ano, o combustível ainda assim
ficou mais barato ao consumidor por efeitos concorrenciais", disse Silva.
Ele disse ainda que o aumento da frota de carros flex está interferindo na variação dos preços. "O consumidor tem cada vez mais a possibilidade de escolher o combustível com carro flex. Muito provavelmente estão crescendo as conversões de gasolina para flex e é provável que tenha consumidor usando álcool em carro movido a gasolina, prevendo que a economia pague o prejuízo", afirmou. O aumento da fiscalização para tirar alguns volumes (de álcool) da ilegalidade é outro fator que contribui para o cenário, na sua visão.
O superintendente também informou que houve um crescimento de 9,68% no consumo de combustíveis no País no 1º semestre desse ano na comparação com 2007, segundo relatório da ANP. As maiores altas foram do biodiesel, 368,78%; e do álcool hidratado, 52,94%. A gasolina C teve um crescimento de 1,03%, mas a do tipo A caiu 1,59 %. O diesel apresentou aumento de 9,84% e o GNV queda de 1,38%.
Segundo Edson Silva, o aumento no consumo de álcool hidratado é reflexo da expansão da frota flex. "Certamente a Petrobras terá que exportar gasolina e terá que melhorar ainda mais a qualidade, porque o mercado externo é mais exigente", destacou.
O superintendente da ANP disse que houve um crescimento de 6,2% no número de usinas de álcool cadastradas na instituição, passando de 386 para 410.
O relatório da Agência Nacional de Petróleo mostra que, do total de combustível para veículos consumido no País no primeiro semestre deste ano, o álcool (hidratado e anidro) teve participação de 17,5%; o biodiesel 1% ; o GNV 4,1%; gasolina 26,1% e o diesel correspondeu a 51,2%.
Com informações da Reuters
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