Sexta, 8 de agosto de 2008, 18h00
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Fonte: Reuters News

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Energia
Tarifa de Angra 3 ficará entre R$ 120 e R$ 160 o megawatt
A tarifa da usina nuclear de Angra 3 deverá ficar dentro da média do mercado em
2014, quando entrar em operação, entre R$ 120 e R$ 160 o
megawatt-hora. O valor é próximo ao estipulado para os leilões que
o governo realiza este mês para entrega de energia em 2011 e
2013, informou Leonam dos Santos Guimarães, assistente do
presidência da Eletronuclear.
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"Você tem diferentes alternativas quanto às condições de
financiamento, regimes tributários diferenciados que podem ser
adotados, ou mesmos que são adotados para obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Tem uma série de fatores ligados a fatores fiscais e de
financiamento que vão determinar a tarifa", explicou o
executivo, justificando a tarifa mais baixa em comparação com o
preço da energia vendida pelas outras duas usinas nucleares brasileiras.
Ele vai solicitar ao Ibama e à Comissão Nacional de Energia
Nuclear, esta semana, autorização para iniciar os trabalhos
prepatórios que antecedem o início da construção da usina
nuclear Angra 3, a fim de não comprometer o cronograma que
estima para fevereiro de 2009 o início da obra de concretagem
do reator da unidade.
"Precisamos iniciar a concretagem em fevereiro, que seria o
marco zero dos 66 meses previstos para a obra. Deve entrar
(em operação) em agosto de 2014", afirmou o presidente da
Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, durante do Energy Summit 2008.
Ele informou que está em plena renegociação com as empresas
que haviam sido contratadas no passado para construir a usina e
que espera conseguir redução no custo de R$ 7,2 bilhões
previsto para a obra em 2002, "quando quase retomamos a
construção de Angra 3", afirmou.
Segundo Guimarães os principais contratos são com a
francesa Areva, de R$ 1,1 bilhão, e com a Andrade
Gutierrez, de cerca de R$ 1,4 bilhão.
"De 2002 para cá nós utilizamos como base esse valor (R$ 7,2
bilhões) ajustado por índices que pedimos à Fundação
Getúlio Vargas. Tenho certeza que vai cair durante as
negociações", afirmou o executivo.
Ele disse não temer também impactos financeiros referentes
às 60 exigências estabelecidas pelo Ministério do Meio Ambiente
para conceder as licenças ambientais, entre elas a mudança
definitiva dos rejeitos atômicos.
"Em todos os lugares do mundo são piscinas dentro da usina
(para estocar os rejeitos). A gente tem uma proposta de um
depósito intermediário de longa duração que garante a estocagem
segura desse elemento combustível por 500 anos", disse o
executivo, sem dar detalhes de onde seria instalado o depósito.
"O maior custo (das exigências) ninguém está falando, que é
a compensação ambiental, correspondente a 1,1% do investimento", destacou.
Guimarães afirmou que não será difícil cumprir as
exigências do Ibama para obtenção da Licença de Instalação e
lembrou que ainda será necessário conseguir a licença de
construção à Cnem, cujo pedido será feito na sexta-feira.
"Não são todas as condicionantes que precisamos cumprir
para a Licença de Instalação. Algumas são apenas para a Licença
de Operação, que só sai daqui a quatro anos, mas estamos
pensando desde já", disse.
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