Sexta, 1 de agosto de 2008, 15h27
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Fonte: Reuters News

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Economia nacional
Minc flexibiliza solução definitiva para urânio de Angra 3
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, amenizou nesta sexta-feira as exigências
impostas para a operação da usina nuclear Angra 3, divulgadas
na última semana, ao conceder licença prévia para o projeto.
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A solução definitiva para os rejeitos nucleares, cobrada
pelo ministro, mas que teve forte reação da indústria nuclear,
não precisa ser tão definitiva assim, explicou Minc.
"O início da solução definitiva tem que vir antes da
licença de operação, em quatro anos. A solução
definitiva ainda não foi encontrada", explicou Minc.
Ele explicou que atualmente o resíduo atômico das duas
usinas em operação, localizadas no mesmo local onde será
construída Angra 3, no litoral do Estado do Rio de Janeiro,
está guardado em uma piscina embaixo do reator nuclear, a 100
m da praia.
"Os rejeitos não podem ficar a 100 m da praia num
lugar que se chama Itaorna, que quer dizer "pedra podre", e
ainda em cima de uma falha geológica", disse o ministro que
sempre foi contrário à energia nuclear, mas concedeu a licença
prévia com 60 exigências.
Na avaliação de Minc, que lançou nesta sexta-feira um
mapeamento da bacia de Santos do ponto de vista ecológico,
mostrando quais lugares não seriam recomendáveis para
instalação de unidades das empresas petrolíferas.
Se o projeto
nuclear fosse iniciado hoje, o local onde estão localizadas as
usinas Angra 1 e 2 não teria sido aprovado.
"Não só as usinas, mas vários terminais para receber
combustíveis não teriam sido aprovados", afirmou. "Mas
ecologista não chora o óleo derramado, cuida para que daqui
para frente melhore", completou.
Ele voltou a lembrar que ao aceitar o ministério se
comprometeu a agilizar as licenças, porém aumentar as
exigências, e é isso que continuará praticando, principalmente
nos grandes projetos.
Santo Antônio
A usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, por
exemplo, cuja licença ambiental será concedida nos próximos
três dias, também terá que adotar um parque ecológico e cuidar
do saneamento de Porto Velho e Jaci Paraná, cidades próximas ao
empreendimento.
"Vão ter que adotar o Parque Nacional de Mapinguari, no sul
do Amazonas, que o presidente Lula criou a meu pedido no dia 5
de junho, com 1,5 milhão de hectares, umas 500 Florestas da
Tijuca", afirmou Minc que era secretário do Ambiente do Estado
do Rio Janeiro, onde fica localizada a Floresta da Tijuca,
antes de assumir o ministério.
Ele afirmou que a adoção de parques será exigida daqui para
frente a todos os grandes empreendimentos que impactem o meio ambiente.
Minc informou ainda que em breve o governo vai editar um
decreto de compensação energética para que cada 100 megawatts gerados de energia a partir de matriz energética fóssil tenha uma compensação de 5 a 7% de energia renovável.
"Não podemos reagir à alta do petróleo apenas com subsídio,
por isso precisamos de uma descarbonização", justificou.
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