Brasil 00:47 HS - 21/11/2009  NotíciasAções

Dicionário

O que significa?

Escreva aqui o termo financeiro procurado.

Terça, 22 de julho de 2008, 11h37

Fonte: AFP

Economia internacional

Brasil considera insuficiente proposta dos EUA sobre subsídios

Atualizada às 16h50

Os Estados Unidos tentaram dar prosseguimento aos esforços para salvar um acordo sobre o comércio mundial oferecendo, na terça-feira, diminuir o teto dos seus polêmicos subsídios agrícolas, mas os principais países em desenvolvimento, inclusive o Brasil, consideraram a medida insuficiente.

» Amorim: 1º dia na OMC foi "totalmente inútil"
» Senador: declaração está ligada à postura de Lula
» Entenda a Rodada de Doha

A representante de comércio do governo americano, Susan Schwab, anunciou que seu país está pronto para limitar os subsídios a um total de US$ 15 bilhões ao ano desde que países como o Brasil e a Índia também façam concessões para salvar as negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC).

"Essa é uma importante medida, feita de boa fé na expectativa de que outros agirão de forma semelhante e se apresentarão para melhorar as ofertas sobre o acesso aos mercados", afirmou Schwab.

A manobra vinda da parte dos americanos, aguardada havia muito tempo, surgiu em meio a uma semana de esforços feitos por ministros do Comércio para garantir um acordo sobre os produtos agrícolas e manufaturados - as questões centrais da atual rodada de negociações de Doha, iniciada pela OMC sete anos atrás.

Os países em desenvolvimento reclamam há muito tempo do grande volume de subsídios pagos pelos EUA, o que expulsaria seus agricultores do mercado, diminuindo a oferta de alimentos e contribuindo para a recente disparada dos preços globais.

No entanto, os preços altos fizeram com que o governo americano diminuísse os gastos com programas agrícolas criados para incentivar a produção - e que distorcem o comércio - para cerca de US$ 7 bilhões no ano passado, bem abaixo dos US$ 48,2 bilhões permitidos atualmente pelas regras da OMC.

Schwab disse que a oferta desta terça-feira demandaria do Congresso americano que reforme as leis do setor agrícola. O presidente dos EUA, George W. Bush, vetou este ano uma lei que aumentava os subsídios, mas acabou vendo sua medida derrubada pelos congressistas.

Tom Harkin, chefe do Comitê Agrícola do Senado dos EUA, recebeu bem a manobra feita pelo governo americano, afirmando em um comunicado que isso demostra a disposição dos EUA para negociar com boa fé e completar a rodada. Harkin ressaltou, porém, que outros países deveriam agora fazer concessões também.

A manobra, no entanto, não impressionou todas as nações de peso que participam da Rodada de Doha - países fundamentais para garantir que um acordo seja selado nesta semana, evitando que as negociações sejam suspensas, provavelmente por alguns anos.

"Minha resposta imediata é de que isso não passa pelo 'teste da risada'", afirmou uma importante autoridade indiana.

O Brasil defendeu a realização de cortes maiores. "Este é apenas o segundo dia de conversas. Imaginamos então que há espaço de manobra para reduções mais profundas", disse um diplomata brasileiro.

O Brasil e a Índia são peças-chave para o processo porque os EUA e a União Européia exigem que as grandes economias em desenvolvimento abram seus mercados para produtos manufaturados e agrícolas em troca de reformarem seu setor agropecuário.

A UE disse que a oferta americana é razoável, mas que poderia ser melhorada caso as negociações desta semana avancem.

Com informações da Reuters

Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da AFP.




Conheça o Invertia em outros países | Faça do Invertia sua home | Página inicial | Fale conosco
Identifique-se | Cadastre-se
Condições de Uso | Política de Proteção de Dados © Copyright 2009, Terra Networks, S.A.

Nota:Todas as cotações são atualizadas a cada 20 minutos