Brasil 22:16 HS - 9/2/2010  NotíciasAções

Dicionário

O que significa?

Escreva aqui o termo financeiro procurado.

Segunda, 21 de julho de 2008, 17h56

Fonte: Redação Terra

Comércio exterior

Senador: declaração de Amorim está ligada à postura de Lula

Marina Mello
Direto de Brasília

O senador José Agripino Maia (DEM-RN), membro da Comissão de Assuntos Econômicos, criticou nesta segunda-feira as declarações feitas no último sábado pelo ministro de relações exteriores, Celso Amorim. Segundo Agripino, a atitude do ministro está relacionada à postura rígida do presidente Lula em relação a temas internacionais envolvendo a relação com países ricos.

» Referência de Amorim a nazismo ofende EUA
» Amorim acusa países ricos de manipulação
» Entenda a Rodada de Doha

"Lula tem uma postura agressiva em relação a esses assuntos. Basta ver como ele fala sobre o etanol. Ele faz o tema parecer uma guerra entre o bem e o mal. O ministro embarcou na postura agressiva do presidente e teve que voltar atrás e pedir desculpas", criticou.

Durante discurso, Amorim declarou que os países ricos se utilizam de técnicas parecidas com as do nazismo com o objetivo de manipularem informações das negociações da Rodada Doha. Segundo o ministro, os países utilizam técnica comparável à que era utilizada pelo chefe de propaganda nazista Joseph Goebbels, que dizia que uma mentira repetida várias vezes se torna uma verdade.

Tal declaração repercutiu mal entre os outros participantes do encontro e também entre políticos que integram a Comissão de Assuntos Econômicos.

Para o senador Agripino Maia, o ato de Amorim foi um "lamentável deslize verbal".

"Tal deslize não condiz com a dimensão econômica de um país como o Brasil", disse.

Na visão do senador, a declaração de Amorim só não vai prejudicar as negociações do Brasil com outros países, porque logo depois ele pediu desculpas pelo incidente.

Já o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que também integra a comissão, preferiu não repreender Amorim. Segundo ele, os países ricos precisam mesmo ceder para promover a justiça social no mundo.

"É muito importante o esforço do ministro em tentar persuadir governos dos países desenvolvidos para que diminuam significativamente os subsídios pagos aos seus agricultores de maneira a conseguir possibilitar que os países em desenvolvimento possam produzir e exportar mais aos países desenvolvidos", defendeu.

"Este é o caminho mais saudável para tentar aumentar a renda dos países mais pobres e promover justiça", concluiu.

Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Redação Terra.




Conheça o Invertia em outros países | Faça do Invertia sua home | Página inicial | Fale conosco
Identifique-se | Cadastre-se
Condições de Uso | Política de Proteção de Dados © Copyright 2010, Terra Networks, S.A.

Nota:Todas as cotações são atualizadas a cada 20 minutos