Segunda, 14 de julho de 2008, 6h04
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Fonte: Redação Terra
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Empresas
Anheuser-Busch aceita proposta de US$ 52 bi da Inbev
Atualizada às 8h02
A cervejaria americana Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, aceitou a oferta melhorada de compra, no valor de US$ 52 bilhões, feita pela belgo-brasileira InBev. A operação criará a maior cervejaria do mundo e encerra uma batalha de aquisição que já durava um mês.
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A InBev, que fabrica cervejas como a Stella Artois e a Brahma e foi formada pela união da brasileira AmBev com a belga Interbrew, aceitou pagar US$ 70 por ação para a dona da Budweiser, afirmaram as duas empresas nesta segunda-feira. O valor é maior que a oferta inicial de US$ 65 por ação.
A oferta melhorada representa um prêmio de 27% sobre o valor recorde das ações da Anheuser, registrado em outubro de 2002. O acordo, que analistas acreditam que receberá aprovação de autoridades regulatórias, será o maior da indústria e a terceira maior aquisição de uma empresa norte-americana na história.
A companhia combinada Anheuser-Busch Inbev terá vendas anuais de cerca de US$ 36,4 bilhões, dos quais cerca de 40% nos Estados Unidos, e produzirá cerca de um quarto da cerveja produzida no mundo. O presidente-executivo da InBev, o brasileiro Carlos Brito, será o presidente-executivo da nova companhia enquanto a Anheuser terá duas cadeiras no conselho de administração.
Brito afirmou que a beleza do negócio está em adicionar a participação de mercado da Anheuser de cerca de 50% nos EUA e transformar a Budweiser em uma marca global. "Trata-se de complementariedade, não de sobreposição", disse o executivo.
A cidade-sede da Anheuser, St. Louis, no Missouri, será o quartel-general das operações na região da América do Norte e sede mundial da marca Budweiser. As companhias informaram que todas as 12 fábricas da Anheuser continuarão abertas.
Fim amigável
O acordo traz uma solução amigável para uma saga de um mês que estava se tornando cada vez mais hostil enquanto as empresas trocavam processos e a InBev tentava substituir o conselho de administração da Anheuser.
O presidente-executivo da Anheuser-Busch, August Busch IV, tinha afirmado que não venderia a companhia e Brito tinha dito que não aumentaria sua oferta. As ações da InBev exibiam alta de 3,4%, cotadas a 46,02 euros na manhã nesta segunda-feira.
"As sinergias são melhores que as esperadas, US$ 70 é um preço razoável e a InBev evitou uma batalha longa nos tribunais", disse o analista Wim Hoste, da KBC Securities, em Bruxelas.
As companhias informaram que a combinação renderá sinergias de custos de pelo menos US$ 1,5 bilhão anuais até 2011.
A InBev financiará a aquisição com uma dívida de US$ 45 bilhões, que inclui um empréstimo-ponte de US$ 7 bilhões financiado por desinvestimentos. A empresa também tem seis meses para determinar o financiamento em ativos de um outro empréstimo-ponte de até US$ 9,8 bilhões.
A analista Ann Gilpin, do Morningstar, informou que cada lado terá benefícios com a operação. "A Anheuser-Busch conhece o mercado norte-americano muito melhor que a InBev, então a InBev precisa manter os principais administradores da Anheuser para comercialização e distribuição", disse ela.
Para Gilpin, as ações da Anheuser valiam apenas US$ 57, mas ela disse que US$ 70 foi um valor justo uma vez que a InBev poderá cortar custos e distribuir a Budweiser e a Bud Light, as cervejas mais vendidas do mundo, fora dos EUA.
A transação, a ser completada no final do ano, deve ter um efeito neutro em termos de lucro por ação em 2009 e ampliar os ganhos a partir de 2010, informaram as empresas.
Acrescentando outra dimensão ao acordo está a maior cervejaria do México, Grupo Modelo, que é 50% controlado pela Anheuser. O Modelo, que produz a cerveja Corona, informou que está negociando com a InBev.
Depois da fusão, a InBev retomará a liderança do mercado mundial que havia perdido ano passado para a britânica SABMiller, que foi impulsionada por forte crescimento na China pela compra da Grolsch.
Com Reuters.
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