Segunda, 16 de junho de 2008, 13h18
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Fonte: Reuters News

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Energia
Lobão quer acelerar Angra 3 e prevê Belo Monte em 2009
O governo pretende
retomar até o final do ano a construção da usina nuclear Angra
3 e acelerar o máximo possível as obras para que a unidade
entre em funcionamento em cinco anos, gerando 1.350 megawatts
para o sistema elétrico brasileiro, disse na noite da última sexta-feira o ministro de Minas e Energia Edison Lobão.
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Esse e outros empreendimentos, como a gigantesca
hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, de 11 mil megawatts,
dão ao governo a segurança de que não faltará energia para
acompanhar o crescimento do País, disse
o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
"Até o final do ano recomeça (Angra 3) e fica pronta em
quatro a cinco anos. Dá para acelerar porque tem vários
equipamentos já comprados e algumas obras já foram feitas há 20
anos", disse o ministro na noite da última sexta-feira.
A entrada do ambientalista Carlos Minc no lugar de Marina
Silva no Ministério do Meio Ambiente poderá agilizar a
concessão das licenças necessárias para os grandes projetos do
governo na área de energia, na avaliação de Lobão.
"A entrada do Minc muda (a velocidade das licenças). Ele
não vai dar licença que não pode dar, mas garante que apressará
a manifestação do meio ambiente. Se for sim, dirá com rapidez. Se for não, será com rapidez", afirmou o ministro.
Ele descartou possíveis problemas para concessões de
licenças de projetos de energia na Amazônia, afirmando que o
País precisa de energia e não é possível desprezar o potencial
da região.
"Nós temos que enfrentar esse problema, porque a Amazônia
tem um potencial de 100 mil megawatts. Não vamos deixar de usar
esse potencial em benefício do povo brasileiro", afirmou.
Belo Monte em 2009
Uma das principais apostas, a hidrelétrica de Belo Monte,
está com licitação prevista para o começo de 2009.
O ministro
prevê que o custo da obra será inferior aos projetos licitados
este ano no rio Madeira, as usinas de Jirau e Santo Antônio.
"Vai ser a melhor hidrelétrica do mundo e a mais barata. Com 11 mil megawatts, terá custo inferior a Santo Antônio
porque se encontra em área privilegiada e não vai precisar de
grandes obras, é uma hidrelétrica privilegiada", afirmou o
ministro.
Para 2009 também está prevista a construção de cinco
hidrelétricas do rio Parnaíba, entre Piauí e Maranhão, que vão
acrescentar mais 700 megawatts ao sistema. Mais 1,2 mil
megawatts virão da usina de Serra Quebrada, no rio Tocantins,
com licitação prevista também para o próximo ano.
"Os estudos estão sendo concluídos e faremos os leilões no
ano que vem", informou, destacando que em 2010 será a vez da
usina de São Luiz, no Pará, de cerca de 9 mil megawatts.
"Temos várias hidrelétricas sendo estudadas e não haverá
falta de energia no Brasil", afirmou.
Projetos fora do País, com vizinhos sul-americanos, também
estão sendo elaborados para garantir o crescimento do
continente, agora com a participação ativa da Eletrobrás.
"Vamos implantar o total de 20 mil megawatts na fronteira
ou no território deles, que em parte será vendida para o
Brasil", informou Lobão, que já assinou acordos com a
Argentina, Bolívia, Venezuela e Peru.
Em território peruano já foi decidida uma hidrelétrica de
1.300 megawatts, segundo o ministro, e mais 14 estão sendo
estudadas. As obras serão possíveis, observou o ministro, pela
internacionalização da Eletrobrás aprovada recentemente.
"Agora ela (Eletrobrás) ganha mais eficiência e presença no
mercado, está fazendo uma reforma administrativa interna e vai
participar de todas as licitações no Brasil, majoritária ou
não", disse Lobão.
Ele se disse entusiasmado também com os leilões de energia
a partir da biomassa, até agora considerados um fiasco na
avaliação de especialistas.
Lobão disse ter recebido garantia
dos produtores para uma geração de 14 mil megawatts nos
próximos dois anos nesse segmento, que utiliza principalmente o
bagaço da cana-de-açúcar.
Só para o leilão do próximo dia 30 de julho, os produtores
de energia a partir de biomassa já garantiram o fornecimento de
8 mil megawatts, segundo a Empresa de Pesquisa Energética
(EPE), apontando para o crescimento dessa fonte na matriz
energética.
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