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 Filho de Beto Carrero diz que parque continua sem o pai

04 de junho de 2008 • 12h15

Juliana Wilke

Tímido e de poucas palavras, Alexandre Janke Murad, 28 anos, filho do empresário João Batista Sérgio Murad (o Beto Carrero) e presidente do maior parque multitemático da América Latina, diz que a gestão do empreendimento prossegue com a rotina administrativa que já vigorava antes da morte do pai, ocorrida em fevereiro deste ano. O empresário diz que não vai tomar o lugar do pai no personagem caubói criado por Sérgio Murad e vai se concentrar na gestão da empresa. "O Beto Carrero é insubstituível e eterno", afirma.

"Queremos que nossos negócios com o parque possam continuar crescendo", afirma o jovem. A previsão é de que o faturamento cresça pelo menos 25% este ano sobre os R$ 46 milhões registrados em 2007, e o volume de visitantes seja de 800 mil pessoas. Em novos projetos de infra-estrutura e atrações, os investimentos no Beto Carrero World vão somar R$ 80 milhões nos próximos cinco anos.

O valor equivale a 66,6% do patrimônio acumulado pelo parque em 17 anos, avaliado em R$ 120 milhões entre brinquedos, construções e shows.

O empreendimento é uma sociedade anônima de capital fechado que tem Alexandre como principal acionista, com a participação de outros familiares e do diretor de operações, Hugo Loth Neto. Parte da receita vem do merchandising de grandes empresas como Petrobras, Bradesco, Marisol, Coca-Cola, Parati, Fuji, Brasil Telecom e BrTurbo. Em 2007 representaram R$ 9,3 milhões, ou seja, 20% do faturamento do exercício.

A margem de lucro líquida no ano passado foi de R$ 4 milhões, mais que o dobro de 2006, de R$ 1,9 milhão. A Outra parte do faturamento vem da venda de ingressos e do aluguel dos estandes para os terceirizados (restaurantes, souvenires).

O Beto Carrero World está localizado numa área de 1,5 mil hectares em Penha, município do litoral norte de Santa Catarina de 20 mil habitantes. A empresa tem 700 empregos diretos, entre artistas, atendimento, manutenção e operacionais e 500 terceirizados. Abriga 45 microempresas, distribuídas em 78 pontos de venda.

Além de Alexandre, outros nomes não foram cogitados para a sucessão e a afinidade com as produções artísticas manteve-o na diretoria de espetáculos, função que acumula junto com a de presidente. "Ele se preparou durante oito anos para assumir importantes funções e se criou dentro do parque. Não há uma área do empreendimento que não conheça com intimidade", conta Alex Reiter, diretor comercial. Alex é filho de Otto Reiter, que foi sócio do Beto Carrero durante 42 anos e juntos criaram a Murad e Reiter.

Hugo Loth Neto atuava nos ramos têxtil e de construção civil. É formado em administração de empresas e parceiro de João Batista Sérgio Murad desde 1976 em diversos empreendimentos. Em 1991 participou ativamente do início da construção do parque temático Beto Carrero World. Hoje, com 56 anos, desenvolve idéias e as torna realidade no empreendimento, como o Império das Águas e a ferrovia Aventura Selvagem, o novo parque ao lado do Beto Carrero World, já em construção. Para o futuro ele partilha do sonho de Murad - o de tornar Santa Catarina o maior destino turístico do Brasil.

O diretor administrativo financeiro, Edílson Doubrawa, complementa o tripé de diretores. Doubrawa está há 12 anos na empresa e veio da WEG, de Jaraguá do Sul (SC), onde trabalhou na área financeira por 10 anos.

"Há oito anos o parque é conduzido por executivos profissionais e especializados nas suas áreas", diz Alexandre Murad. Por isso, segundo ele, todos os projetos que estavam em execução foram mantidos. "As novas ações resultam de planejamento estratégico, elaborados mediante estudos de viabilidade", afirma. A filha de Sérgio Murad, Juliana Murad, também faz parte da diretoria. Ela é responsável pela gerência de marketing no mercado paulista, onde acaba de firmar parceria com a Associação das Escolas Particulares do Estado de São Paulo que congrega 8 mil escolas.

Mesmo sem o principal garoto-propaganda, o empreendimento não reduziu os investimentos em marketing. Só neste ano, para promover a principal novidade, uma montanha-russa invertida de fabricação holandesa, que deixa os passageiros suspensos por um trilho acima da cabeça, serão investidos R$ 5 milhões. O brinquedo, de 700 m de comprimento e 700 ton de aço, absorverá investimento total de R$ 10 milhões e tem uma garota-propaganda, a Teka, que o apresenta, aliando sua imagem ao público jovem. Vai ser inaugurado em dezembro e será o carro-chefe da próxima temporada.

"A montanha-russa vai marcar a nova arrancada do parque", diz o diretor, Hugo Loth Neto. Única no estilo do País, possui cinco inversões, entre loopings e parufusos e atinge velocidade de 100km/h, passando por uma bela área de lagos e cachoeiras. "A montanha russa reforça nosso posicionamento como maior parque da América Latina e quinto do mundo", diz Alex Reiter.

O maior investimento, no entanto, é a do parque Aventura Selvagem, em construção numa área de 140 hectares e que vai absorver R$ 50 milhões. A previsão de inauguração da atração é em 2010.

Ainda estão previstos um centro de excelência em ginástica artística, orçado em R$ 6,8 milhões e um hotel temático com investimentos de R$ 12 milhões e previsão de inauguração em 2012. Os investimentos são próprios e de parceiros.

Investnews
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