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Segunda, 10 de Março de 2008, 23h03

Fonte: Agência Brasil

Energia

Setor elétrico não será reestatizado, diz ministro

A possibilidade de que o governo venha a reestatizar o setor elétrico foi totalmente descartada hoje pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em seu discurso na solenidade de posse de José Antonio Muniz na presidência da Eletrobrás. "Quero garantir que não é esta a intenção do governo brasileiro (de reestatizar o sistema elétrico). Se queremos fortalecer a Eletrobrás, e queremos, é para garantir o fornecimento de energia elétrica ao País e viabilizar a continuidade do crescimento econômico. É para estabilizar os custos, as tarifas, para modular o sistema", disse.

Lobão afirmou ainda que a Eletrobrás e suas empresas controladas vão participar, a partir de agora, de todas as licitações do setor elétrico a serem realizadas no País. "A Eletrobrás vai participar, através de suas empresas controladas, de todos os leilões de energia a serem realizados no País. Isto já implicará na redução no custo da energia ofertada nos leilões pelas empresas participantes", garantiu.

O ministro também descartou qualquer possibilidade de que a Eletrobrás venha a comprar empresas privadas já estabelecidas no mercado de energia. "Nós não vamos comprar nenhuma empresa que já se encontra no mercado. Somente faremos investiremos em energia nova e, ainda assim, na maioria dos casos, em associação com as empresas privadas", disse Lobão, que afastou a possibilidade de que o grupo, por meio de Furnas Centrais Elétricas, venha a participar do leilão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp).

Mais uma vez, ele rechaçou a possibilidade de que o País venha a sofrer um novo apagão. "Não há a menor possibilidade de apagão. Nem neste ano, nem no seguinte e tão pouco nos próximos anos. Nós estamos muito atentos a tudo isto. O ideal seria que nós tivéssemos 50% mais de energia, mas quanto isto custaria? As nossas empresas estão fornecendo energia suficiente ao crescimento nacional. E o Comitê de Monitoramento está sempre atento às necessidades brasileiras", afirmou.

Lobão disse que o País tem, hoje, capacidade instalada de cerca de 100 mil megawatts e que, em 20 anos, a capacidade instalada saltará para 190 mil megawatts. Segundo ele, o Brasil produzirá ainda mais energia a partir da fonte nuclear. "Vamos caminhar firmemente para a energia nuclear. Se temos hoje apenas dois mil megawatts de capacidade instalada, em dez anos teremos oito mil megawatts e em 50 anos teremos 60 mil megawatts de capacidade. Temos que ter energias alternativas", justificou.

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