Quarta, 23 de janeiro de 2008, 14h48
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Fonte: Redação Terra
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Indústria automobilística
Montadoras "brigam" nos m² milionários da Champs-Elysées
Lúcia Jardim
Direto de Paris
Além da Torre Eiffel, do museu do Louvre e do Arco do Triunfo, os apaixonados por carros, em visita a Paris, têm mais um ponto obrigatório para visitar: os show-rooms das montadoras que espalham ao longo da avenida Champs-Elysées o que há de mais glamouroso em suas linhas.
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Veja fotos da loja da Citroën
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Veja fotos da loja da Toyota
A briga entre as montadoras não se estanca, porém, nos modelos de veículos. Para fazer frente a um dos endereços mais famosos e caros do mundo, as lojas da Toyota, Renault, Citroën, Mercedes-Benz e Peugeot abusam de estilo e atrações para chamar os turistas a conhecer os espaços e - por que não - a levar uma lembrança deles para casa.
Todas as cinco lojas de carros que ocupam metros quadrados milionários da avenida têm em comum a apresentação de carros de luxo em exposição, telas de computador disponíveis para os usuários conferirem as inovações dos modelos e loja de lembranças, onde é possível comprar desde miniaturas, a partir de 2 euros (R$ 5,20), a relógios de 1,4 mil euros (R$ 3,6 mil). As semelhanças, no entanto, param por aí.
Logo na entrada da Citroën, por exemplo, o visitante se depara com um ambiente moderno, onde, em cinco andares, estão expostos oito veículos, um sobre o outro, formando uma espécie de edifício de carros. A exposição atual é de carros de rali - o mais antigo deles data de 1973.
Se tiver paciência para esperar, ou sorte de chegar na hora − são sete espetáculos de 10 minutos por dia −, o turista ainda presenciará uma das principais atrações da loja: um Transformer.
"Eu já adorava a propaganda na televisão [em que para correr mais rápido, o C4 se transforma num robô em plena estrada] e agora virei ainda mais fã", disse Jean-Luc Pigasse durante uma das apresentações.
O encantamento, no entanto, terminou antes da hora: um problema técnico impediu a transformação completa do protótipo em robô. Num dia normal, o Transformer da Citroën é projetado para atingir 19 metros de altura, conforme a direção da loja.
Na Toyota − dona de uma loja espaçosa e toda pintada de branco −, o turista cansado de bater pernas pelo comércio parisiense dispõe de um amplo ambiente de relaxamento, onde pode inclusive usufruir do "simulador de bem-estar".
O equipamento consiste em um óculos escuro em que, no interior, luzes vermelhas piscam alternadamente, em diferentes velocidades, e um fone de ouvido por meio do qual uma voz mansa dita movimentos de relaxamento, em francês ou inglês. Como trilha de fundo, sons de pássaros, mar ou piano, que o cliente escuta confortavelmente instalado em um dos sofás da sala.
Depois de espantar o estresse, o visitante está pronto para observar o vídeo sobre o carro-conceito Prius, exibido em uma tela instalada dentro do veículo, ele próprio uma atração: está cortado ao meio.
Já na Renault, a primeira atração é uma breve viagem ao túnel do tempo do automobilismo pelos modelos antigos de carros de corrida que marcaram época nos circuitos de Le Mans, no sul da França, na década de 60.
Depois da retrospectiva, o cliente pode subir ao primeiro andar e tomar um café no pub-café Atelier, da montadora. Num sábado, no entanto, é difícil encontrar cadeiras vazias. Neste caso, a saída é descansar nas poltronas da revistaria, onde estão disponíveis jornais e revistas diversos, além de publicações especializadas em carros.
Até o último 6 de janeiro, havia ainda na Renault uma apresentação de mágica em que um veículo flutuava. O novo espetáculo, que deve entrar em cena no início de fevereiro, não é divulgado antes da estréia.
A Peugeot e a Mercedes, embora menos espaçosas e mais simples, não ficam atrás nos modelos. A Peugeot expõe atualmente um Feline 607 que fazia sonhar o mineiro Luiz Pfeifer.
"Os antigos podem ter todo aquele charme, mas eu trocaria uma pilha deles por uma perfeição desta", disse Luiz, maravilhado com o esportivo prata da marca francesa.
Das cerca de 17 mil pessoas que visitam diariamente os show-rooms, porém, apenas 5% se transformam em interesse concreto na compra de alguma máquina, conforme estima a Mercedes.
"A avenida por si só já traz milhares de turistas todos os dias aqui. As vendas são feitas a pessoas que normalmente vêm durante a semana, já determinadas a negociar", explica Eglantine, responsável pelo atendimento da montadora.
Era o caso do engenheiro brasileiro Marcelo Gomes, que, com uma equipe de trabalho, visitava a loja da Mercedes para conhecer o Classe B.
"Estamos pensando em comprá-lo para a empresa, já que ele vai ser produzido em breve no Brasil, e, por isso, viemos conhecê-lo aqui em primeira mão", afirma o engenheiro. "Mas confesso que todo esse glamour contribui para que a gente queira entrar em todos os show-rooms da avenida."

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Loja da Citroën na avenida tem cinco andares e exposição de carros de rali |
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