Quinta, 8 de novembro de 2007, 16h45
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Fonte: Redação Terra
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Energia
Dilma: descoberta pode transformar País em exportador de petróleo
Atualizada às 17h11
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, que o País mudará de posição no setor de exploração de petróleo com a descoberta da nova reserva no campo de Tupi, na bacia de Santos, com reserva recuperável de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo de boa qualidade e gás na camada pré-sal.
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» Petrobras anuncia reserva de até 8 bilhões de barris na bacia de Santos
"Estávamos tratando toda essa questão da indústria do petróleo no Brasil dentro de uma dimensão mais reduzida. Éramos simplesmente um país que buscava auto-suficiência. Uma reserva dessas transforma o Brasil em exportador de petróleo", disse Dilma.
A ministra confirmou, ainda, que a reserva muda a realidade do País. "Poderemos passar para um outro patamar, onde estão os países árabes, a Venezuela e outros exportadores", completou.
Segundo Dilma, a descoberta anunciada nesta quinta-feira pela Petrobras aumenta consideravelmente o potencial de exploração brasileiro. "Até hoje, diante de todos os esforços, foram descobertas reservas de 14 bilhões de barris de petróleo. Só essa reserva pode produzir de 5 a 8 bilhões. Se ficarmos na média, de 6 bilhões, será um acréscimo de 50% nas nossas reservas."
Nona rodada
O ministro
interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, anunciou que o
governo vai retirar da nona rodada de licitações de blocos de
petróleo e gás os blocos relacionados a possíveis reservatórios
da área pré-sal nas bacias de Espírito Santo, Campos e Santos.
Segundo resolução do CNPE (Conselho Nacional de Política
Energética), divulgada nesta quinta-feira, o governo retira da
nona rodada 41 blocos de áreas de elevado potencial de petróleo
e gás.
A decisão foi tomada após a confirmação nesta quinta-feira
da maior reserva de petróleo e gás já descoberta pela
Petrobras, no campo de Tupi, na Bacia de Santos, com volume de
até 8 bilhões de barris de óleo equivalente.
"É a preservação da soberania do País, mas mantendo no
leilão outras áreas que não tenham nenhuma interface com a
descoberta", acrescentou a ministra-chefe da Casa Civil.
Segundo ela, com a exclusão dos 41 blocos, restaram 271
para o leilão, que está marcado para o final desse mês.
Com Reuters
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