Segunda, 5 de novembro de 2007, 8h10
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Fonte: Redação Terra
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Empresas
Venda de sorvete pode chegar a US$ 1 bi no verão
Wilson Gotardello Filho
Gazeta Mercantil
Responsável por até 75% das vendas das fabricantes de sorvetes, o verão, período que vai de outubro a março para as empresas, ganha destaque a cada ano. As duas principais fabricantes de sorvetes do País, Nestlé e Unilever (Kibon), já estão prontas para a temporada. Em 2007, o segmento infantil, assim como a linha premium da categoria dos produtos para serem consumidos em casa, estão no alvo das indústrias, que querem ampliar a participação em um mercado que deve crescer 20% este ano, alcançando US$ 1,03 bilhão.
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A suíça Nestlé colocou 23 novos produtos nos pontos-de-venda e aposta no segmento premium e infantil para crescer mais de 30%. "Fizemos uma pesquisa e a categoria premium foi a que mais cresceu, atingiu 5,2% do mercado este ano", contou Alexandre Costa, diretor da unidade de sorvetes da Nestlé. A divisão de sorvetes da multinacional cresceu 30% em 2007 até setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado. Para o verão, Costa afirmou que espera superar esse índice. "É daí para cima. O verão parece que vem forte", disse.
A Unilever, que produz a marca Kibon, líder do mercado com 52,8% de participação em valor, segundo dados da ACNielsen, vai dividir sua estratégia de verão em duas etapas. A primeira já começou e contou com o lançamento de seis produtos. A segunda está marcada para o final de novembro, quando os produtos com características saudáveis, com vitaminas e menos calorias, devem chegar ao mercado.
Em comunicado, Alexandre Bouza, diretor de marketing da Kibon, afirmou que o Brasil ainda tem um consumo de sorvete muito sazonal. De olho nesse período do ano, o diretor anunciou a ampliação da linha Carte d'Or, que faz parte da categoria de levar para casa, em que a empresa tem 49,7% de participação em valor. No final do ano passado, a fatia da Unilever no segmento de levar para casa era de 51%.
O crescimento de 15% no volume de produção - que deve alcançar 580 milhões de litros - e de até 20% no faturamento do setor este ano é resultado do calor que predominou quase que o ano todo, em todas as regiões do Brasil, e do processo de mudança cultural da população brasileira, que ainda não considera o sorvete um alimento, de acordo com Eduardo Weisberg, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (Abis).
"Estamos conseguindo esta mudança. Estamos mostrando que o sorvete pode ser um alimento saudável", afirmou Weisberg. Para o executivo, a mudança deve começar com as crianças. "Elas precisam crescer com o hábito de tomar sorvetes", afirmou.
A Nestlé quer ampliar suas vendas para esse público potencial, estimado em 31 milhões de crianças. A empresa coloca nas gôndolas nessa temporada alguns produtos que contam com personagens licenciados de desenhos animados. "Os sorvetes para crianças representam 15% das nossas vendas", disse Costa, da Nestlé.
A produção e o consumo de sorvetes têm crescido constantemente no últimos anos. Em 2005, a produção foi de 499 milhões de litros e o faturamento de US$ 811 milhões. No ano passado, o mercado cresceu 6% e alcançou 505 milhões de litros e US$ 860 milhões.
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