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Quinta, 25 de outubro de 2007, 16h06

Fonte: Redação Terra

Justiça

Empresa indeniza em 7,6 mil por inseto encontrado biscoito

Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte

A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou a empresa de laticínios Parmalat a indenizar uma aposentada de Belo Horizonte em R$ 7,6 mil por danos morais. De acordo com o processo, ela teria encontrado fragmentos de inseto em um biscoito.

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No ano de 2005, a aposentada teria comprado um pacote de biscoitos fabricado pela empresa. Enquanto consumia o produto, ela notou que havia algo de estranho no que estava mastigando. Ao retirar uma quantidade da boca, descobriu que os biscoitos continham pêlos e fragmentos de inseto. Com isso, ela passou a sentir fortes dores no estômago.

O marido da aposentada entrou em contato com a empresa, que enviou funcionários à sua casa. Eles teriam informado da possibilidade de contaminação na linha de esteira da fábrica. Eles propuseram a troca do produto, mas, com receio de perder a prova, a aposentada não aceitou e enviou os biscoitos para perícia.

O produto foi analisado e constatou-se a contaminação. A aposentada ajuizou ação alegando que a empresa foi negligente ao colocar no mercado produtos que possam causar risco à vida de consumidores e pleiteou indenização, por danos morais, no valor de R$ 50 mil.

Em sua defesa, a Parmalat alegou que o laudo foi prejudicado pelo fato de os biscoitos terem sido apresentados em um saco plástico, fora da embalagem original, e que a análise foi realizada cinco meses depois do fato. Alegou, ainda, que não "foi comprovada a relação causal entre o mal sofrido pela aposentada e o consumo do produto."

A sentença de primeira instância julgou o pedido de indenização improcedente. Inconformada, a aposentada recorreu mas, os desembargadores Nilo Lacerda (relator), Alvimar de Ávila e Saldanha da Fonseca, reformaram a sentença.

Eles entenderam que, "ao comercializar produto impróprio para consumo, a fabricante responde pelo vício do produto e pelos danos provenientes desse vício". Com isso, condenaram a fabricante ao pagamento de indenização por danos morais, fixada em R$ 7.600.

O relator destacou em seu voto que "o tempo decorrido da data da compra do biscoito e sua apreensão efetuada por determinação da Promotoria de Defesa da Saúde foi menor que um mês" e que não havia nenhuma prova de que os fragmentos de inseto encontrados não estivessem na massa fabricada pela empresa nem de que poderia ter "aparecido" por negligência da aposentada.

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